13 de Fevereiro de 2008 / às 10:46 / 10 anos atrás

Festival de Berlim procura um sucesso em meio a filmes fracos

<p>Atores Outi Maenpaa e Martti Suosala em cena 'Musta J&auml;&auml;', filme que competiu no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Photo by Reuters (Handout)</p>

Por Mike Collett-White

BERLIM (Reuters) - Os festivais de cinema se orgulham de descobrir jóias cinematográficas de todo o mundo que, de outro modo, o público nunca teria acesso.

O fato de que, na metade do Festival de Cinema de Berlim deste ano, o filme mais cotado para prêmios seja uma grande produção de Hollywood que já recebeu oito indicações ao Oscar é um sinal desanimador, dizem alguns críticos.

Já foram vistos 11 dos 21 filmes da competição principal. E "Sangue Negro", com Daniel Day-Lewis no papel de empreendedor petrolífero nos Estados Unidos no início do século 20, é o favorito ao Urso de Ouro, o prêmio de melhor filme.

Para Lee Marshall, crítico de cinema da revista Screen International, "... é ótimo ter um filme indicado ao Oscar na competição, mas isso contraria a missão de descoberta dos festivais".

Jay Weissberg, do Variety, concordou, dizendo que está faltando ao festival deste ano a agitação e o dinamismo de outros festivais e outros anos.

Críticos observaram que vários dos 21 filmes da competição não estão fazendo sua estréia mundial, o que significa que a curiosidade em torno deles já acabou. E, dos que foram exibidos pela primeira vez, muitos foram decepcionantes, segundo eles.

"Julia", do francês Erick Zonca, foi mal recebido pela crítica, apesar da atuação forte de Tilda Swinton, e "Gardens of the Night", do britânico Damian Harris, também teve recepção negativa.

Pelo lado positivo, "Lake Tahoe", história bem-humorada sobre um adolescente mexicano, está entre os favoritos para os prêmios, e "Elegy", estrelado por Penelope Cruz e Ben Kingsley, também foi bem recebido.

E tanto "The Song of the Sparrows", do iraniano Majid Majidi, sobre um homem cujo materialismo ameaça sua felicidade, e "The Sparrow", de Johnnie To, de Hong Kong, trouxeram um toque de humor para um conjunto de filmes de modo geral sérios.

O único brasileiro em competição, "Tropa de Elite", dividiu os críticos -- um disse que era "um filme de recrutamento de assassinos fascistas", e outro afirmou que era um trabalho "inteligente, energético e assistível".

O clima de relativo desânimo pode mudar na quarta-feira, com a chegada de Madonna para exibir sua estréia como diretora, "Filth and Wisdom", que não faz parte da competição.

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