Filme sobre The Who recorda juventude problemática do vocalista

quarta-feira, 31 de outubro de 2007 13:52 BRST
 

Por Dean Goodman

LOS ANGELES (Reuters) - Roger Daltrey pode ser um astro do rock hoje em dia, a voz exuberante do The Who, mas durante os primórdios da banda ele era o integrante mais fraco -- um brigão violento que chegou a ser expulso temporariamente por seus colegas.

O guitarrista Pete Townshend, o baixista John Entwistle e o baterista Keith Moon eram músicos talentosos. Daltrey, candidato a sósia de Elvis, era apenas a voz das canções introspectivas de Townshend, com dificuldade para transmitir sucessos britânicos da fase inicial do The Who, como "My Generation" e "Substitute".

O ex-metalúrgico era "um pouco brigão violento", relata Townshend num novo documentário a ser lançado em DVD em 6 de novembro, "Amazing Journey: The Story of The Who".

"Eu era apenas jovem e cabeça dura", explicou Daltrey, hoje com 63 anos, em entrevista recente concedida à Reuters. "Vim de um bairro violento, e era assim que resolvíamos nossos problemas. Eu não sabia me expressar e tinha testosterona demais."

Em 1965, Daltrey foi expulso da banda por quatro semanas depois de dar um soco em Keith Moon e deixá-lo desacordado. Ele foi autorizado a voltar "sob condicional", mas continuou a ter dificuldades, já que não possuía o mesmo poder expressivo dos outros.

"TOMMY" FOI A SALVAÇÃO

Em 1968, o The Who começou a gravar "Tommy", a ópera rock alegórica de Townshend sobre um garoto surdo, mudo e cego. Daltrey sentiu empatia com o personagem e, não mais restrito a cantar materiais baseados no blues, ele passou a exibir um lado sensível antes desconhecido.

"Foi então que saí de minha casca", disse Daltrey.   Continuação...

 
<p>Roger Daltrey, vocalista do The Who durante show no Roskilde Festival. Roger Daltrey pode ser um astro do rock hoje em dia, a voz exuberante do The Who, mas durante os prim&oacute;rdios da banda ele era o integrante mais fraco. Foto do Arquivo. Photo by Scanpix</p>