Juiz rejeita tese de que família real mandou matar Diana

segunda-feira, 31 de março de 2008 11:18 BRT
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - O juiz responsável pelo inquérito que apura a morte da princesa Diana disse na segunda-feira que não há provas de que o ex-sogro dela, o príncipe Philip, tenha "ordenado sua execução".

Diana morreu em 1997, em um acidente de carro em Paris, ao lado do namorado dela, Dodi Al Fayed, cujo pai, Mohamed Al Fayed, acusa a rainha Elizabeth 2a e seu marido, o príncipe Philip, de serem os responsáveis pela tragédia.

Mas, depois de passar quase seis meses ouvindo mais de 250 testemunhas, o juiz Scott Baker apresentou um sumário em que considera que "não há evidência de que o duque de Edimburgo (Philip) tenha ordenado a execução de Diana e não há evidência de que os serviços de inteligência ou qualquer outra agência do governo tenha organizado (o acidente)."

O inquérito está dez anos atrasado porque a Grã-Bretanha teve de aguardar o fim do processo judicial francês e da subsequente investigação policial britânica.

Os dois inquéritos policiais concluíram que houve um trágico acidente, já que o motorista Henri Paul havia bebido e estava em alta velocidade.

Mas Mohamed Al Fayed mantém a tese de que o casal Dodi e Diana foi morto por agentes britânicos, por ordem de Philip, porque a família real não queria que a mãe do futuro rei tivesse um filho com um outro homem. Legistas descartaram que Diana estivesse grávida de Dodi Al Fayed.

Apresentando seu sumário, Scott Baker citou possíveis veredictos que o júri pode definir, mas salientou: "Não cabe a vocês concluírem que Diana e Dodi foram mortos num acidente encenado".

Se houve crime, disse o juiz, foi por negligência do motorista Henri Paul, dos fotógrafos que perseguiam o carro da princesa, ou de ambos.

Os 11 jurados também podem decidir que houve morte acidental ou que não há provas suficientes para qualquer conclusão.

O juiz também afirmou aos jurados que algumas testemunhas não disseram a verdade em seus depoimentos. "Um dos traços lamentáveis deste caso é o número de pessoas que disseram mentiras no banco das testemunhas ou em outros lugares", afirmou Baker, citando especificamente o ex-mordomo de Diana, Paul Burrell, que depôs durante três dias.

 
<p>O pr&iacute;ncipe brit&acirc;nico e duque de Edimburgo, Filipe, em imagem de arquivo. O juiz respons&aacute;vel pelo inqu&eacute;rito que apura a morte da princesa Diana disse na segunda-feira que n&atilde;o h&aacute; provas de que o ex-sogro dela, o pr&iacute;ncipe Philip, tenha 'ordenado sua execu&ccedil;&atilde;o'. Photo by Staff</p>