Sobrevivente de acidente que matou Diana nega acobertamento

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 13:52 BRST
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - O ex-segurança Trevor Rees, o único sobrevivente da batida que matou a princesa Diana, negou na quarta-feira que faça parte de uma operação de acobertamento de assassinato.

Ainda com cicatrizes do acidente, com uma expressão calma, ele disse: "Não participo de nenhuma conspiração para esconder a verdade".

O carro em que ele ia junto com Diana e o namorado dela, Dodi al-Fayed, dirigido pelo motorista Henri Paul, chocou-se com uma pilastra num túnel de Paris em agosto de 1997 e todos os ocupantes morreram, exceto o então guarda-costas.

O advogado Ian Burnett, lembrando das acusações feitas pelo pai de Dodi, o magnata Mohamed al-Fayed, disse a Rees que ele é acusado de conspirar para "suprimir a verdade" de que os ocupantes do carro tinham sido mortos por serviços de segurança britânicos.

"Tudo que sempre fiz foi só dizer a verdade do modo como a vejo", afirmou Rees no inquérito judicial que investiga as mortes de Diana e Dodi.

Mohamed al-Fayed alega que o filho e Diana foram mortos por agentes britânicos por ordem do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth e ex-sogro de Diana.

Fayed acredita que o assassinato foi planejado porque a família real não queria que a mãe do futuro rei tivesse um filho com outro homem. Para ele, o corpo de Diana foi embalsamado para esconder o fato de que ela estava grávida.

Rees contou ao tribunal que sua última lembrança é de estar saindo pela porta dos fundos do hotel Ritz, que pertence à família de Dodi, antes da batida.   Continuação...