11 de Janeiro de 2008 / às 00:46 / 10 anos atrás

Vinicultores atacam Prosecco em lata divulgado por Paris Hilton

<p>Vinicultores atacam Prosecco em lata divulgado por Paris Hilton. A socialite americana Paris Hilton vestida numa roupa provocante exibindo suas pernas n&atilde;o &eacute; uma imagem que os produtores italianos de vinho consideram ser apropriada para promover o vinho branco espumante Prosecco. 10 de janeiro. Photo by Michaela Rehle</p>

Por Mathias Wildt

MILÃO (Reuters) - A socialite americana Paris Hilton vestida numa roupa provocante de oncinha e exibindo suas pernas não é uma imagem que os produtores italianos de vinho consideram ser apropriada para promover o vinho branco espumante Prosecco.

No entanto, Hilton, em diversas poses de salto alto e roupas minúsculas, enfeita os anúncios da Rich Prosecco, empresa austríaca que vende o espumante em 27 países. Pior ainda, para os produtores de Prosecco, é que o Rich Prosecco é vendido em latas e possui duas variedades frutadas.

“Os hotéis Hilton são símbolo de qualidade, mas Paris Hilton, não”, disse Fulvio Brunetta, presidente da associação dos vinicultores de Treviso, na região do Vêneto, no norte da Itália, onde é produzido o Prosecco.

Paris Hilton ganhou notoriedade em 2003 quando um vídeo amador que a mostrava fazendo sexo com um namorado foi divulgado na Internet.

Ela aproveitou essa fama, alimentada pelas manchetes dos tablóides sobre sua vida repleta de festas, para criar uma carreira baseada em sua celebridade e que já incluiu um reality show, um livro e atuações em filmes.

No ano passado, Paris passou mais de três semanas na cadeia por violar sua condicional num processo por dirigir embriagada.

“Paris Hilton é sensacionalismo”, disse Brunetta. “Isso não é bom. Não é apropriado para o Prosecco.”

A associação dos vinicultores marcou duas reuniões na próxima semana para discutir maneiras de proteger a marca Prosecco e garantir que qualquer empresa que venda Prosecco use realmente vinho produzido na região de Treviso.

“Sem regras mais rígidas, a Rich Prosecco ou outra companhia poderia vender Prosecco produzido no Brasil ou em qualquer lugar”, disse Brunetta.

Mas nada disso desanima a Rich Prosecco, que afirma que seus vinhos vêm da região de Treviso.

“Obedecemos com precisão as leis européias, que são muito rígidas, especialmente no que diz respeito ao vinho”, disse o proprietário e executivo-chefe da Rich Prosecco, Gunther Aloys, que fundou a companhia em 2006 na estação de esqui austríaca de Ischgl.

Para respeitar as leis sobre o vinho, as duas variedades frutadas do Prosecco, que possuem teor alcoólico mais baixo, são chamadas Rich Passion e Rich Royal, não ostentando a palavra Prosecco em seus nomes.

No ano passado, a Rich Prosecco vendeu 10 milhões de latas de seus vinhos, principalmente na Alemanha mas também na China, Índia e Coréia do Sul, a 2 euros a lata.

O crescimento rápido da empresa reflete a ascensão da região do Prosecco, que no ano passado produziu 50 milhões de garrafas, um aumento de 14 por cento em relação a 2005, e está incrementando suas exportações aos EUA e Canadá, embora a Alemanha ainda seja sua principal compradora estrangeira.

Os vinicultores temem que a Rich Prosecco possa conferir a seu vinho a imagem de uma bebida frutada barata.

Aloys, da Rich Prosecco, diz que está aumentando a fama mundial do vinho e que não entende o estardalhaço.

“É como se alguém da região de Champanhe se opusesse se vendêssemos latas de champanhe com anúncios de Kate Moss. É apenas publicidade, e Paris Hilton é a garota mais famosa do mundo.”

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