Médicos tentaram em vão fazer coração de Diana voltar a bater

quarta-feira, 14 de novembro de 2007 12:59 BRST
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - Os médicos lutaram para fazer o coração de Diana recomeçar a bater após o acidente automobilístico em Paris, mas decidiram por "comum acordo" parar, depois de não conseguirem estancar sua hemorragia interna, segundo relatos feitos em um tribunal na quarta-feira.

O depoimento dramático do anestesista Daniel Eyraud foi dado ao júri do inquérito que investiga as mortes de Diana e de seu namorado Dodi al Fayed em agosto de 1997.

Os médicos do hospital La Pitié-Salpetrière, em Paris, tentaram reviver o coração de Diana com massagem cardíaca e choques elétricos, enquanto cirurgiões tentavam grampear um vaso sanguíneo rompido perto do coração.

Mas seus esforços foram em vão. "Decidimos por comum acordo suspender a massagem cardíaca, já que era totalmente impossível restaurar a atividade cardíaca após uma parada tão longa", disse Eyraud em depoimento lido ao júri.

"Daquele momento em diante, a princesa foi pronunciada morta."

O pai de Dodi, Mohamed al Fayed, proprietário da loja de departamentos Harrods, alega que o casal foi morto pelos serviços de segurança britânicos sob ordens do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth e ex-sogro de Diana.

As leis britânicas exigem um inquérito para apurar a causa da morte, nos casos de morte não-natural.

O júri ouviu na quarta-feira que a condição de Diana se agravou quando ela foi levada ao hospital, depois de ser retirada dos destroços da limusine Mercedes espatifada no túnel viário de Alma.

O inquérito, previsto para durar até seis meses e com custo estimado de até 10 milhões de libras, foi aberto após o encerramento de grandes investigações policiais britânica e francesa.

As duas investigações concluíram que Diana e Dodi morreram porque seu motorista, Henri Paul, estava embriagado e dirigiu com velocidade excessiva.