6 de Junho de 2008 / às 14:16 / 9 anos atrás

Terceira idade tem desconto no Museu Woodstock nos EUA

Por Steve James

NOVA YORK (Reuters) - Quando finalmente conseguimos chegar a Woodstock... já tinha virado museu.

O Museum at Bethel Woods leva a Era de Aquário para a era da Internet ao preço de 13 dólares por pessoa. Pessoas com mais de 65 anos -- faixa que deve incluir muitos dos que assistiram à Feira de Música e Arte de Woodstock, em agosto de 1969 -- pagam 11 dólares.

Quatro décadas após os hippies, os yippies, as “flower children” e os bizarros de vários tipos acampados ao ar livre na fazenda leiteira de Max Yasgur em Bethel, Nova York, as gerações futuras poderão tomar conhecimento de como foram os três dias de música, paz, amor e lama.

“Em 1969, um dos eventos mais importantes da história de nosso país aconteceu em nosso quintal, e hoje ... milhares de pessoas ainda vêm de todo o mundo para visitar o local do festival de Woodstock”, comentou o empresário de TV a cabo Alan Gerry.

Sua Fundação Gerry criou o museu e a entidade sem fins lucrativos Centro de Artes Bethel Woods.

O museu é “uma experiência multimídia imersiva e cativante que reúne filme e displays interativos, painéis de texto e artefatos para explorar a experiência singular do festival de Woodstock”, diz o website www.betherwoodscenter.org .

Os objetos expostos incluem um ônibus psicodélico hippie, além de filmes e fotos feitos por algumas das pessoas que foram a Woodstock “para afastar-se da poluição”, como escreveu Joni Mitchell em sua canção “Woodstock”.

O museu também inclui um cinema com surround-sound que exibe o filme “Woodstock: The Music”. Situado a 145 quilômetros ao norte de Nova York, o museu também destaca os ideais de uma era em que a oposição à Guerra do Vietnã dividia o país: comunidade, diversidade, direitos individuais e civis, drogas, ativismo e paz.

O festival de Woodstock, em que se apresentaram The Who, Janis Joplin, Joe Cocker, Sly and the Family Stone, Jimi Hendrix, Creedence Clearwater Revival e The Grateful Dead, é um símbolo duradouro da contracultura dos anos 1960 e foi incluído na lista feita pela revista Rolling Stone dos “50 momentos que transformaram a história do rock and roll”.

Foram dias inebriantes, e, apesar da piada segundo a qual qualquer pessoa que se recorde dos anos 1960 não pode ter estado lá, John Sebastian ainda se lembra do festival em que fez uma apresentação solo.

“A lembrança que tenho de subir ao palco era o tamanho imenso da multidão -- pessoas se estendendo até onde os olhos enxergavam”, disse Sebastian, cuja banda The Lovin’ Spoonful tinha se desfeito no ano anterior.

Sebastian chegou a Woodstock de helicóptero.

“Voamos por quilômetros, e tudo o que vimos lá embaixo eram Kombis, barracas e pessoas deitadas sobre cobertores. Quanto mais perto chegávamos, mais densamente as pessoas estavam amontoadas, e nem sequer se enxergava a grama.”

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