22 de Maio de 2014 / às 15:59 / em 3 anos

Adolescente problemático de Dolan impressiona em Cannes; filme de Loach decepciona

CANNES França (Reuters) - O jovem diretor canadense Xavier Dolan levou a Cannes sua forte comédia de humor negro sobre o relacionamento de um adolescente perturbado com a mãe, enquanto “Hall de Jimmy”, de Ken Loach, mostrou, nesta quinta-feira, um líder comunista do passado da Irlanda.

O filme de Dolan, de 25 anos, ganhou elogios da crítica após sua exibição para a imprensa na quarta à noite. Já o mais recente filme do diretor britânico Loach foi descrito por um crítico como “inerte”, a apenas três dias do anúncio dos prêmios do festival.

“Mommy” é um dos três filmes canadenses concorrentes à Palma de Ouro, ao lado da crítica a Hollywood de David Cronenberg, “Maps to the Stars”, e do filme “The Captive”, de Atom Egoyan.

Este é o quinto filme de Dolan, que surpreendeu Cannes em 2009 com três prêmios para seu primeiro trabalho “Eu Matei a Minha Mãe”. Dolan é muitas vezes apontado como uma diretor envolvido em “terapia através da produção cinematográfica”, com o objetivo de elaborar seu próprio relacionamento com a mãe.

“Eu não sei por que esse é um terreno tão fértil que me inspira, por que eu tantas vezes falo sobre o papel da mãe na sociedade, sobre o papel das mulheres em geral”, disse o diretor em entrevista coletiva.

“Eu vi minha mãe lutando pelas coisas”, disse. “E isso me fez querer, através do cinema, me vingar em certo sentido. Você tem o direito de fazer o que quiser em um filme.”

A fascinante Anne Dorval interpreta Diane, ou “Die”, uma mãe solteira tentando recuperar Steve (Antoine Olivier Pilon), um filho adolescente desbocado e mentalmente instável propenso a explosões de violência, que acaba de sair da prisão.

O filme mostra Steve voltando do shopping orgulhoso com um colar de presente para a mãe, com a inscrição “Mamãe”. Mas quando ela o acusa de tê-lo roubado, ele se enfurece e se vira contra ela.

O crítico de cinema Peter Debruge chamou o filme de “um trabalho engraçado, comovente e acima de tudo original”.

O novo filme de Loach, que ganhou a Palma de Ouro em 2006 com “Ventos da Liberdade”, baseado na guerra civil de 1922 e 1923 na Irlanda, retorna ao cenário rural do país uma década mais tarde, quando as divisões causadas pelo conflito ainda estão presentes.

Neste barril de pólvora surge Jimmy Gralton (Barry Ward), uma figura histórica pouco conhecida. Ele era um comunista, quando havia apenas 100 deles em todo o país, trazendo de volta à sua Irlanda natal as ideias que ele desenvolveu nos Estados Unidos durante a Grande Depressão.

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