ESTREIA–Sequência de “Aviões” perde em fôlego e criatividade

quarta-feira, 16 de julho de 2014 18:41 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - “Carros” (2006) pode não ser o título mais aclamado da Pixar, mas é, com certeza, um dos mais populares do famoso estúdio de animação que pertence à Disney.

O filme arrecadou 461 milhões de dólares e ganhou a sequência “Carros 2”(2011), que, apesar da modesta bilheteria de 191 milhões de dólares nos Estados Unidos, conquistou 560 milhões de dólares pelo mundo e muitas outras cifras, graças às vendas de produtos em merchandising. Não é a toa que um terceiro filme foi anunciado, ainda sem data de estreia prevista, meses atrás.

Também não é difícil imaginar as motivações da Disney ao preencher este hiato da agora trilogia original. Assim surgiu “Aviões” (2013), filme derivado de “Carros” que repete a ação dos veículos automotores, só que no céu e sem a mesma inventividade e graça das produções em que se inspirou.

E mesmo antes de seu lançamento, sua sequência, “Aviões 2 – Heróis do Fogo ao Resgate” (2014), já estava confirmada. Uma prova do quanto apostaram no potencial que a marca poderia atingir com a franquia.

O problema é que já se investiu energia bastante no desenvolvimento da história. O primeiro longa dava a impressão de estar em “piloto automático”, apenas reproduzindo o que havia sido feito pela turma de Relâmpago McQueen em Radiator Springs e o que foi visto antes em várias animações, com a história do monomotor pulverizador de Propwash Junction que deseja ser algo a mais, no caso, um avião de corridas.

A nova produção segue as mesmas fórmulas dos outros filmes ao mostrar Dusty Voo Rasante (voz de Dane Cook no original e Fernando Mendonça na versão brasileira), agora impossibilitado de seguir naquilo que sabia fazer de melhor, tentando achar um novo sentido para a sua vida.

Como no anterior, o protagonista tem de lidar com suas próprias limitações, embora elas estejam mais presentes na aventura recente, já que o desgaste das corridas prejudicou o avião a ponto de impedi-lo de competir em altas velocidades. Por conta de um incidente que causa enquanto estava tentando lidar com isso, Dusty vê-se obrigado a virar um bombeiro voluntário e ajudar o caminhão de combate a incêndio Mayday (Hal Holbrook) a manter a ordem na pequena cidade.

Ele vai então procurar treinamento com o grupo de resgate e combate ao fogo do Parque Nacional Piston Peak, onde tem de provar ao durão helicóptero Blade Ranger (Ed Harris) – repetindo a figura do “rígido mestre” comum nos longas da franquia – que é capaz de tal tarefa.

Para isso, deverá ajudá-los a manter o lugar a salvo do fogo e da cobiça do gerente do parque (John Michael Higgins/Guto Nejaim), um luxuoso SUV que prioriza os ganhos do resort instalado no local muito mais do que a natureza abrigada naquele espaço.   Continuação...