Morre ex-secretário de imprensa dos EUA ferido em tiroteio contra Reagan

segunda-feira, 4 de agosto de 2014 17:16 BRT
 

(Reuters) - James Brady, ex-secretário de imprensa da Presidência dos Estados Unidos que ficou gravemente ferido na tentativa de assassinato do presidente Ronald Reagan, morreu aos 73 anos, disse um porta-voz da família nesta segunda-feira.

Brady tornou-se um líder na defesa do controle de armas depois do ataque de 30 março de 1981, que o deixou parcialmente paralisado devido a danos cerebrais. A família de Brady disse em um comunicado que ele morreu nesta segunda-feira após uma série de problemas de saúde em Alexandria, na Virginia, onde vivia há um ano e meio.

Brady passou o resto de sua vida em uma cadeira de rodas depois de ter sido baleado, mas ele e sua mulher, Sarah, fizeram campanha por uma lei que viria a ser conhecida como "projeto de lei Brady". A lei, aprovada em 1993, requer um período de espera obrigatório de cinco dias para a compra de armas de fogo e também uma verificação de antecedentes para os futuros compradores de armas.

"Como resultado (da lei), várias vidas foram salvas. Na verdade, existem poucos americanos na história que são tão diretamente responsáveis por salvar tantas vidas quanto Jim", disse o presidente da Campanha Brady para Evitar a Violência Armada, Dan Gross.

Reagan estava há dois meses na Presidência quando John Hinckley Jr. disparou uma arma avaliada em 29 dólares do lado de fora de um hotel de Washington e feriu o presidente, Brady, um integrante do serviço secreto e um policial local.

Reagan e os policiais se recuperaram totalmente, mas Brady, conhecido por sua maneira jovial e carinhosamente apelidado de "Urso", foi gravemente ferido pela bala de calibre 22 que explodiu em sua testa. Ele tinha 40 anos na época.

(Reportagem de Karen Brooks, em Austin, no Texas; com reportagem adicional de Jeff Mason, em Washington)

 
James Brady (centro), ex-secretário de imprensa da Presidência dos Estados Unidos sob a gestão de Ronald Reagan, participa de um evento na Casa Branca em março de 2011. 30/03/2011 REUTERS/Jonathan Ernst