Filme "No Olho do Tornado" recria terror do fenômeno natural

sexta-feira, 8 de agosto de 2014 20:16 BRT
 

Por Piya Sinha-Roy

LOS ANGELES (Reuters) - Quando o diretor Steven Quale começou a pesquisar tornados para um filme sobre desastres naturais, ele foi buscar inspiração em testemunhas oculares no YouTube para transmitir todo o terror e a devastação destes fenômenos naturais.

O filme "No Olho do Tornado", que estreia nos cinemas norte-americanos nesta sexta-feira, começa em um dia aparentemente normal na cidade fictícia de Silverton, no meio-oeste dos Estados Unidos, que muda rapidamente quando os tornados mais fortes já vistos se abatem sobre o local, incluindo um de mais de um quilômetro de largura.

“As pessoas sempre sentem atração pelo que as assusta, têm fascínio com o poder e a energia destrutiva que tornados ou furacões ou qualquer grande fenômeno natural têm”, disse Quale. “Querem vivenciar isso, mas na segurança de uma sala de cinema.”

Quale mostra muito do filme pelos olhos dos caçadores de tornados para recriar a destruição pavorosa que eles infligem. Os atores trabalharam em um set com máquinas de ventos que produziram rajadas de até 160 quilômetros por hora e destroços atirados contra elas para reproduzir o caos de um tornado e medir as reações legítimas do elenco.

“É uma coisa que parece real, estando lá você não consegue não acreditar”, afirmou o diretor.

Assim como muitos filmes-catástrofe, como “O Dia Depois de Amanhã”, de 2004, também existe uma mensagem subliminar sobre mudanças climáticas reais em "No Olho do Tornado", com referências sutis aos furacões Katrina e Sandy.

“Vale a pena investigar e pedir aos cientistas que tentem entender se há uma relação (com a mudança climática), porque se as tempestades continuarem, não sobreviveremos a esses desastres naturais porque eles estão cobrando um preço do planeta”, afirmou Quale.

A produção custou cerca de 50 milhões de dólares, e o site BoxOffice.com projeta que irá arrecadar 14 milhões de dólares em seu primeiro fim de semana de exibição.   Continuação...