ENTREVISTA-Adrien Brody fala de Houdini e seu sonho americano

sexta-feira, 29 de agosto de 2014 21:11 BRT
 

Por Eric Kelsey

LOS ANGELES (Reuters) - Envolto em correntes e camisas-de-força, Adrien Brody mergulha fundo nas águas revoltas da vida pessoal e das cruzadas públicas do ilusionista Harry Houdini na minissérie televisiva "Houdini".

A atração em duas partes, que estreia em 1o de setembro no canal a cabo norte-americano History, mapeia o caminho de um dos primeiros astros de primeira grandeza do país em um drama existencialista sobre morte, espiritualidade e os charlatões que exploram os medos humanos.

Aos 41 anos, o vencedor do Oscar de melhor ator por “O Pianista” em 2002 falou à Reuters sobre como Houdini influenciou sua própria carreira, a profunda racionalidade do ilusionista durante o movimento espiritualista do início do século 20 e do por que de um imigrante húngaro-judeu ter ajudado a definir o sonho americano moderno.

  P: O que o atraiu na história de Houdini?

R: Apaixonei-me pela mágica muito cedo. Comecei a aprendê-la e a sonhar em ser mágico ainda com seis anos de idade, e Houdini era uma grande inspiração.

Ser ator veio depois dessa introdução à atuação. Vejo paralelos, e como foi um pontapé inicial para entender como tornar algo seu, tornar um papel seu, criar uma ambientação e se conectar a ela. Tudo deriva do desenvolvimento e da criação desta ilusão, que aprendi muito cedo.

  Continuação...

 
Adrien Brody acena no tapete vermelho do Festival de Cannes em 20 de maio.         REUTERS/Regis Duvignau