Pioneiro na Louis Vuitton, Yves Carcelle morre aos 66 anos

segunda-feira, 1 de setembro de 2014 11:57 BRT
 

Por Astrid Wendlandt

PARIS (Reuters) - Yves Carcelle, o homem a quem se credita ter transformado a Louis Vuitton em uma das maiores grifes de luxo do mundo em receita, faleceu no domingo, informou a LVMH, conglomerado que inclui a marca.

Carcelle, homem enérgico que se fez sozinho na vida e comandou a Louis Vuitton durante mais de duas décadas até 2012, morreu de câncer aos 66 anos.

Sua morte acontece no momento em que a LVMH trabalha duro para ressuscitar a Louis Vuitton mirando o mercado de luxo depois de ver as vendas despencarem nos últimos dois anos.

“Viajante incansável, Yves foi um pioneiro... sempre curioso, apaixonado e em movimento, ele foi um dos mais inspiradores líderes de homens e mulheres que tive o privilégio de conhecer”, disse o executivo-chefe e fundador da LVMH, Bernard Arnault, em um comunicado nesta segunda-feira.

A Louis Vuitton é a principal fonte de renda da LVMH, maior grupo empresarial de artigos de luxo do mundo, com mais de 60 marcas, como as grifes de mosa Christian Dior, Celine e Fendi, a joalheria Bulgari e a fabricante de conhaque maker Hennessy.

Carcelle, administrador carismático que inspirava suas equipes a trabalharem tanto quanto ele, até nos finais de semana, era visto como um executor habilidoso das ambições globais de Arnault para a Louis Vuitton.

“Ele levou a indústria do atacado para o varejo e teve um papel crucial no desenvolvimento da indústria global de artigos de luxo”, afirmou Julian Easthope, analista do segmento da consultoria Barclays.

Durante sua gestão, Carcelle quadruplicou a rede de lojas da Louis Vuitton – chegaram a quase 470, muitas delas em mercados emergentes estrategicamente importantes, como a China.   Continuação...

 
Chairman e presidente-executivo da Louis Vuitton Malletier, Yves Carcelle, durante entrevista à Reuters em Xangai. 17/07/2012. REUTERS/Aly Song