Reese Witherspoon experimenta o lado "selvagem" no festival de Toronto

terça-feira, 9 de setembro de 2014 11:12 BRT
 

Por Mary Milliken

TORONTO (Reuters) - No momento em que Reese Witherspoon arranca uma grande unha do dedo do pé ensanguentado na cena de abertura de seu novo filme "Wild" (selvagem) fica claro que a atriz vencedora do Oscar tomou nova direção.

Pode ser o melhor movimento que ela fez nos últimos tempos, dando à normalmente bonita e alegre Reese a chance de interpretar uma mulher crua e com raiva que se aventura pela selva por conta própria quilômetros adentro com uma bagagem enorme para fazer uma coisa: salvar a si mesma. A história é real baseada no livro de memórias de Cheryl Strayed, um best-seller.

"Wild", do diretor Jean-Marc Vallee, exigiu que os espelhos no trailer de maquiagem fossem cobertos, para evitar que Reese não soubesse como estaria sua aparência sem a maquiagem.

"Foi duro, eu nunca me vi em um filme como esse antes", disse Reese antes da exibição Festival Internacional de Cinema de Toronto na segunda-feira.

Em um ano com muitas figuras masculinas fortes e poucas femininas até agora, Reese pode receber grande parte do crédito por tornar possível este papel: ela contatou Cheryl diretamente para comprar os direitos do filme depois de ler o livro antes da publicação.

"Eu só sabia que seria um dos livros mais importantes da minha vida", disse a atriz e produtora de 38 anos.

Reese, que ganhou o Oscar de melhor atriz por seu papel em 2005 como June Carter em "Johnny e June” (“Walk the Line"), prometeu a Cheryl que faria o filme rapidamente e não o deixaria "definhar em Hollywood”.

Para Cheryl, tudo que Reese disse sobre por que ela pensou que poderia trabalhar no filme "me emocionou até os ossos", e sua intuição disse que ela poderia confiar na atriz.   Continuação...

 
Atriz Reese Witherspoon ao chegar para coletiva de imprensa para o filme "Wild", no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá. 8/09/2014.  REUTERS/Fred Thornhill