10 de Setembro de 2014 / às 18:08 / 3 anos atrás

ESTREIA-"Era uma Vez em Nova York" traz Marion Cotillard como imigrante explorada

Atriz Marion Cotillard no tapete vermelho para exibição do filme "L'homme qu'on aimait trop", fora de competição, no Festival de Cannes. 21/5/2014Regis Duvignau

SÃO PAULO (Reuters) - Embora seja conhecido também por filmes policiais como "Caminho Sem Volta" (2000) e "Os Donos da Noite" (2007), foi no excelente drama “Amantes” (2008) que James Gray mostrou todo o seu amadurecimento como diretor, que transborda em "Era uma Vez em Nova York", estrelado com muita sensibilidade por Marion Cotillard, Joaquin Phoenix e Jeremy Renner.

Como drama de época, Gray (que assina novamente o roteiro com Ric Menello) conta a história de Ewa Cybulska (Cotillard), imigrante que chega a Nova York, em 1921, ao lado de sua irmã Magda (Angela Sarafyan).

Barradas ainda na ilha Ellis, a primeira por uma confusão qualquer no navio, a segunda por estar enferma, poderão ser enviadas de volta à Polônia de onde fugiram.

O desespero de Ewa, já separada de sua irmã doente, apenas diminui quando o gentil Bruno Weiss (Phoenix) lhe assegura que poderá, sim, entrar no país aos seus cuidados e, após juntar algum dinheiro, resgatar Magda. Apesar das suspeitas e desconforto, Ewa aceita a ajuda.

Logo ela percebe que Bruno é um cafetão, que ganha a vida com um grupo de prostitutas em bares mal frequentados da cidade. Sem outra opção (os tios que a receberiam chamam a polícia ao vê-la), Ewa acaba sendo obrigada ao trabalho junto às outras mulheres, apesar da revolta interna e sonhos de fuga.

Será em um desses bares que conhecerá o mágico Emil (Renner), primo de Bruno, formando uma espécie de triângulo amoroso ao qual Ewa se mostra completamente resistente. Mas é na relação com esses dois homens que Gray mostra toda a profundidade de sua personagem (como o fez em "Amantes") e, com isso, o fabuloso trabalho de Cotillard, numa espiral de sofrimento, mas antes de tudo, escolhas.

Com um excepcional trabalho de figurino e ambientação, em especial na suja Nova York do início do século 20, com destaque para o trabalho do diretor de fotografia Darius Khondji ("Amor", de Michael Haneke), "Era uma Vez em Nova York" é prova do talento de James Gray, tal como o do seu trio de atores, que encarnam as angústias de seus sofridos personagens.

(Por Rodrizo Zavala, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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