17 de Setembro de 2014 / às 18:48 / em 3 anos

ESTREIA-Keira Knightley canta e não convence em "Mesmo Se Nada Der Certo"

Atriz Keira Knightley no Festival de Toronto em 10 de setembro. REUTERS/Fred Thornhill

SÃO PAULO (Reuters) - Há quase uma década, o roteirista e diretor irlandês John Carney entrou no radar com um romance de orçamento mínimo, chamado “Apenas uma Vez”. Sem qualquer astro, ou outro chamativo, o filme fez uma carreira considerável no circuito de arte, e ganhou o Oscar de canção original. O raio não costuma cair duas vezes no mesmo lugar, diz a sabedoria popular, e “Mesmo Se Nada Der Certo”, que estreia no Brasil na quinta-feira, é prova disso.

Aqui, novamente Carney tem o cenário musical como tema, deslocado de uma gélida e pacata Dublin para uma Nova York feita para turista, com elenco famoso, encabeçado por Mark Rufallo e Keira Knightley. Ele é Dan, um executivo da indústria musical cuja carreira afundou na bebida, que perdeu o amor da mulher, Mirian (Catherine Keener), crítica de música, e o respeito da filha adolescente, Violet (Hailee Steinfeld).

Keira é Gretta, uma aspirante a cantora inglesa que se muda para Nova York com o namorado músico, Dave (Adam Levine, da banda Maroon 5). Quando ele fica realmente famoso, ela é jogada para escanteio. Deprimida, compõe uma canção pegajosa que Dan ouve por acaso, entre um copo e outro, e percebe potencial nessa moça sem graça, sem voz ou presença de palco.

Depois de romper com a gravadora que ele mesmo ajudou a fundar e se estabelecer, Dan decide lançar a carreira de Gretta, de forma quase caseira. Eles vão gravar um disco demo nas ruas de Nova York, com uma banda e tudo mais, e com os sons da cidade invadindo a gravação.

Entre idas e vindas, “Mesmo Se Nada Der Certo” conta a decadência e ascensão da dupla, que se une pelo objetivo de relançar a carreira de um e dar o estrelato para a outra. Carney trazia uma percepção delicada e profunda do casal de protagonistas de “Apenas uma Vez”, mas aqui deixa tudo isso de lado para narrar uma história óbvia de superação e sucesso, que se torna entediante na medida em que a conclusão começa a ficar clara.

Rufallo é sempre uma presença grata – mesmo quando parece fazer o mesmo personagem pela centésima vez – enquanto Keira não convence como cantora, aspirante a estrela ou quando canta sua musiquinha chata de dor de cotovelo. Mas é em Hailee Steinfeld – que já havia mostrado a que veio no remake de “Bravura Indômita” – que o filme realmente encontra algo pertinente. Pena sua personagem ser uma mera coadjuvante do casal central.

(Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below