Tutu e Jolie apoiam campanha da ONU para encerrar situação de apátridas

terça-feira, 4 de novembro de 2014 10:39 BRST
 

Por Emma Batha

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - O ganhador do prêmio Nobel arcebispo Desmond Tutu e a atriz Angelina Jolie apoiaram uma ambiciosa campanha global, nesta terça-feira, para encerrar a condição de pelo menos 10 milhões de pessoas apátridas, que não têm um país para chamar de lar.

Uma criança apátrida nasce a cada 10 minutos, disse a agência da ONU para refugiados, o Acnur, no lançamento da campanha “Eu Pertenço”. Sem nenhuma nacionalidade, elas crescerão para se tornar as pessoas mais invisíveis e desamparadas do planeta.

“Não ter uma pátria faz as pessoas sentirem que sua própria existência é um crime”, disse o chefe do Acnur, António Guterres. “Temos uma oportunidade histórica de encerrar o problema dos sem pátria dentro de 10 anos, e devolver a esperança a milhões de pessoas.”

Apátridas têm negados direitos e benefícios que a maioria das pessoas nem consideram no dia a dia. Estes "fantasmas legais” frequentemente vivem destituídos de direitos e correm altos riscos de serem presos e explorados, inclusive escravisados. 

“Isso é absolutamente inaceitável. É... uma anomalia no século 21”, disse Guterres. 

Guterres, Jolie e Tutu estão entre uma série de líderes de opinião e celebridades que assinaram uma carta aberta pedindo por “10 milhões de assinaturas para mudar 10 milhões de vidas”.

Outros que assinaram incluem a iraniana ganhadora do prêmio Nobel, Shirin Ebadi, a cantora de ópera Barbara Hendricks, o músico sul-africano Hugh Masekela, o escritor afegão Khaled Hosseini e a modelo Alek Wek. 

“Apatridia pode significar uma vida sem educação, sem tratamento médico ou emprego legal… uma vida sem a capacidade de se mover livremente, sem possibilidades ou esperança. Apatridia é desumano”, diz a carta. "Acreditamos que é hora de encerrar essa injustiça.”   Continuação...

 
Atriz Angelina Jolie, em foto de arquivo em Londres. 08/05/2014 REUTERS/Luke MacGregor