ESTREIA–Em “Interestelar”, Matthew McConaughey busca novos planetas para a humanidade

quarta-feira, 5 de novembro de 2014 16:07 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Em sua nova ficção científica, “Interestelar”, o diretor inglês Christopher Nolan mira em “2001: Uma Odisseia no Espaço” e acerta em “Gravidade”.

Ou seja, aspira uma profundidade filosófico-existencial, mas cai na superficialidade da fascinação por efeitos especiais e truques, além de um falatório mais longo do que uma viagem espacial. Em todo caso, a força do filme está em suas imagens, já que sua trama é óbvia, beira o banal.

A Terra vive seus últimos dias. Crises generalizadas levaram muitas pessoas a abandonar suas profissões, tornando-se fazendeiros para produzir os alimentos básicos. Mas o solo de todo o mundo está tão degradado, por culpa de uma praga que assola as plantações, além de uma persistente nuvem de poeira, que cientistas começam a pensar na possibilidade de explorar novos planetas a serem colonizados.

Se esse é o pano de fundo de “Interestelar”, é na relação entre pai e filha que Nolan --que assina o roteiro com seu irmão, Jonathan Nolan-- coloca o peso do filme.

Com a destruição das plantações, Cooper (Matthew McConaughey), que cultiva milho em sua fazenda, está com os dias contados.

Um dia, ele foi piloto e sonhou em ser astronauta, mas as condições econômicas forçaram a NASA a fechar o programa espacial. Sua filha caçula, Murphy (Mackenzie Foy), compartilha da paixão pelo espaço, tanto que um dos problemas que ela enfrenta na escola é acreditar que as missões à Lua realmente aconteceram, afinal, a história foi reescrita, e essas viagens agora são descritas apenas como propaganda para forçar a quebra da União Soviética.

Mas Cooper descobre que a NASA não só ainda existe como mantém um programa secreto para pesquisa da possibilidade de estabelecimento dos humanos em outro planeta.

O mentor é Professor Brand (Michael Caine), responsável pelo Projeto Lazarus. A chance reside num buraco próximo a Saturno, capaz de permitir o acesso a uma outra galáxia, onde existem alguns planetas com possibilidades de servir de habitat.

A equipe é composta por Amelia (Anne Hathaway), filha do Professor Brand, Romilly (David Gyasi), um astrofísico, Doyle (Wes Bentley), o copiloto, e robô TARS (dublado por Bill Irwin). As cenas dentro da espaçonave são as mais fracas do filme, e os personagens não dizem muito a que vieram – especialmente Amelia, uma personagem sem graças ou nuances, candidata ao posto de chata da missão.   Continuação...