FBI e polícia de Los Angeles recuperam quadros roubados avaliados em US$ 10 milhões

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 09:48 BRST
 

Por Steve Gorman

LOS ANGELES (Reuters) - Agentes federais e a polícia de Los Angeles recuperaram nove quadros no valor de milhões de dólares, que haviam sido roubados da casa de um casal idoso há seis anos, incluindo obras de Marc Chagall e Diego Rivera, disse uma porta-voz do FBI na quarta-feira.

As telas foram recuperadas em uma operação do FBI na qual um suspeito, identificado como Paul Espinoza, de 45 anos, foi preso tentando vender as obras roubadas para um agente disfarçado, explicou a porta-voz do FBI Laura Eimiller.

Espinoza foi acusado por promotores de Los Angeles por posse de propriedade roubada, segundo Laura. Ela acrescentou que a investigação da polícia e do FBI sobre o roubo de arte estava em andamento e que outros suspeitos também eram procurados. 

Segundo ela, autoridades estão procurando três outros quadros roubados da casa do casal em Encino, um bairro de Los Angeles, em agosto de 2008, em um roubo que figura entre os maiores da história da cidade. 

De acordo com a polícia local, segundo relatos do Los Angeles Times, o casal disse a investigadores que estava em seu quarto e não ouviu nada quando o roubo aconteceu. A empregada doméstica estava fora, fazendo compras para a casa. 

A empregada notou, ao voltar para casa, que as paredes do corredor e da sala estava vazias, segundo o Times. 

Uma recompensa de 200 mil dólares que levasse à recuperação dos quadros e à apreensão dos ladrões foi oferecida meses depois. Mas o caso esfriou até setembro de 2014, quando a polícia recebeu uma pista de que um homem na Europa conhecido como “Darko" estava buscando compradores para obras de arte roubada, segundo o Times. 

Eimiller disse que a coleção provavelmente valia diversos milhões de dólares. O Los Angeles Times, citando documentos judiciais no caso, disse que as nove telas recuperadas tinham um valor conjunto de 10 milhões de dólares. 

Segundo o jornal, Espinoza disse não ser culpado.