Satélites mostram 290 locais de patrimônio cultural danificados por guerra na Síria

terça-feira, 23 de dezembro de 2014 10:09 BRST
 

BEIRUTE (Reuters) - Imagens de satélite indicam que 290 locais de patrimônio cultural, cuja história vem desde o início da civilização, foram danificados pela atual guerra civil na Síria, disse o Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (Unitar, na sigla em inglês) nesta terça-feira.

O patrimônio cultural da Síria atravessa os grandes impérios do Oriente Médio. Locais e construções pelos país, como a mesquita Umayyad, de Aleppo, têm sido saqueados, danificados ou destruídos nos três anos de conflito.

Usando imagens de satélite disponíveis comercialmente, o Unitar encontrou 24 locais completamente destruídos, 189 danificados de forma severa ou moderada, e outros 77 que foram possivelmente danificados.

Essa é uma “evidência alarmante do processo de destruição que está ocorrendo com o vasto patrimônio cultural sírio”, disse o Unitar em relatório.

"Os esforços nacionais e internacionais para proteger as áreas precisam ser intensificados para salvar para a humanidade a maior quantidade possível desse importante patrimônio.”

Os confrontos entre as forças do presidente Bashar al-Assad e os rebeldes têm danificado locais e construções históricas pela Síria. Tumbas na cidade de Palmyra, no deserto, correm risco de saques, e templos romanos têm sido atingidos.

O relatório mostra danos que incluem locais considerados pela Unesco patrimônio mundial, a maior parte deles na cidade de Aleppo, no norte.

Os dois lados do conflito têm usado fortalezas antigas como bases militares. O Exército colocou atiradores na Cidadela de Aleppo, um dos maiores e mais antigos castelos do mundo.

Forças insurgentes controlaram o Crac des Chevaliers, castelo de 900 anos. O Exército retomou o local em março, depois de meses de bombardeio.   Continuação...

 
Combatente rebelde sírio dispara míssil de longa distância Grad contra forças do presidente Bashar Al-Assad na cidade de Jableh, na província de Latakia. 04/12/2014 REUTERS/Alaa Khweled