ESTREIA–Humorístico “Os Caras de Pau” vai para o cinema sem fôlego para um longa

terça-feira, 23 de dezembro de 2014 14:40 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A comédia nacional “Os Caras de Pau – Em o Misterioso Roubo do Anel” começa de forma pomposa, com imagens em preto-e-branco, numa cena que faz lembrar o primeiro “Sin City”. Logo a dupla de seguranças Pedrão (Marcius Melhem) e Jorginho (Leandro Hassum) invade a cena, mostrando que se trata de uma comédia espalhafatosa – mas qualquer ambição fica por aí mesmo.

Dirigido por Felipe Joffily (“Muita Calma Nessa Hora”), o filme não vai além do humor raso, costurando esquetes em torno de um fiapo de trama.

Essa envolve uma milionária, Gracinha de Medeiros (Christine Fernandes), e seu anel valioso que é roubado quando está exposto. A dupla deveria fazer a segurança, mas pouco depois de eles assumirem o trabalho, são atacados por uma gangue de ninjas – mas o anel não é roubado. Na verdade, Jorginho o engole acidentalmente, mas ninguém percebe. Portanto, os protagonistas são acusados pelo roubo.

Gracinha, no entanto, não acredita que seus seguranças sejam culpados e os ajuda a fugir da polícia. Além dos ninjas, a dupla também é perseguida por uma gangue de mafiosos portugueses – desculpa para algumas piadas surradas e sem graça envolvendo bacalhau e outros clichês ligados àquele país.

Com roteiro assinado por Celso Taddei, Chico Soares, Mauro Wilson e o próprio Melhem, a adaptação cinematográfica do programa de televisão tem fôlego curto, desperdiçando referências a filmes como “A Pantera Cor-de-Rosa” e aos desenhos animados do Scooby Doo. As piadas são repetidas à exaustão, mesmo que seu escasso potencial cômico tenha ficado evidente logo na primeira vez.

Melhem, que já provou ser mais engraçado no programa “Tá no Ar: A TV na TV”, parece se repetir num personagem que já não tinha mesmo novidade a oferecer – o programa foi exibido entre 2006 e 2007, e depois, entre 2009 e 2012. Já Hassum, no quarto filme lançado neste ano (os outros são: “Até que a sorte nos separe 2”, Vestido pra Casar” e “O Candidato Honesto”) prova desconhecer a existência da palavra superexposição.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

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