14 de Janeiro de 2015 / às 19:13 / 3 anos atrás

ESTREIA-Pinguins renovam franquia "Madagascar"

Ator John Malkovich, que faz a voz de Dave no filme "Pinguins de Madagascar", acompanhado de Skipper, na Comic-Con em San Diego. 247/2014Mario Anzuoni

SÃO PAULO (Reuters) - Ponto alto das animações que compõem a franquia “Madagascar”, não demorou muito para a DreamWorks perceber o potencial do quarteto de pinguins pirados e ultrabeligerantes formado por Capitão, Kowalski, Recruta e Rico. Com espírito adolescente, missões adultas e fim infantil, o grupo foi protagonista de uma série de TV própria (2011-2013, pelo canal Nickelodeon) e, agora, é o foco do longa (em 3D) que leva o seu nome, “Os Pinguins de Madagascar”.

Com seu humor nonsense, são mais do mesmo para quem acompanhou os três episódios da franquia original (que já tem o quarto anunciado). Os quatro pinguins, que se consideram uma força de guerra pouco planejada mas eficaz, não têm um propósito certo, mas se colocam nas situações mais descabidas.

O exemplo é desta produção, assinada pelo mentor de “Madagascar” (Eric Darnell). O quarteto simplesmente invade o Fort Knox, o cofre de ouro dos Estados Unidos, e o mais seguro do mundo, não para roubar o metal, mas para reivindicar uma máquina de salgadinhos. Daí se entende a infantilidade de seus planos e público.

Porém, durante a missão, são sequestrados pelo vilão Dr. Otavius Brine (um polvo travestido de humano que, sabe-se depois, jurou vingança aos pinguins por ter sido preterido no Zoológico de Nova York (onde tem início “Madagascar”) pelo fato de não ser tão bonito quanto eles. Criou, portanto, a persona para pôr em prática um plano tenebroso: transformar todos os pinguins em monstros.

O que o líder, Capitão, não imaginava é que já existia um grupo paramilitar de animais, O Vento do Norte, no encalço do Dr. Otavius (também conhecido como Dave). Visto como ameaça, o quarteto de pinguins deverá derrotar ambas as frentes para se consolidar como heróis de sua própria espécie.

Em toda a história, há sempre piadas prontas, algumas um tanto adultas (e difíceis para crianças), que compõem o conceito da DreamWorks (de “Shrek” e “Como Treinar seu Dragão”) sobre produções para toda a família. Humor, aliás, adaptado para o Brasil pelo comediante e escritor Gregório Duvivier (do “Porta dos Fundos”).

As cópias dubladas, no entanto, embora ganhem na tradução, perdem as performances (em inglês) de atores como John Malkovich, Benedict Cumberbatch e Ken Jeong. Mas a qualidade do trabalho brasileiro compensa essa falta.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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