Cena independente de Hollywood se anima com chegada da Amazon

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 11:37 BRST
 

Por Mary Milliken

LOS ANGELES (Reuters) - Ao anunciar esta semana que vai investir em filmes, a Amazon, gigante do varejo da Internet, causou comoção no cenário independente de Hollywood, onde os grandes estúdios já não se aventuram muito e projetos ficam parados durante anos por falta de financiamento.

Mas desse cenário também surgem muitos filmes aclamados, incluindo os indicados a melhor filme no Oscar deste ano “Selma” e “Whiplash”, e vários sucessos comerciais.

Com planos de produzir 12 filmes por ano e orçamentos entre 5 e 25 milhões de dólares para lançamentos nos cinemas e no serviço de streaming Amazon Prime de 4 a 8 semanas depois, a empresa digital está criando um novo estúdio de filmes de arte e levando as produções para os consumidores mais rápido.

“É um ótimo negócio”, disse Mark Gordon, produtor veterano de televisão e de cinema de Hollywood por trás de filmes como “O Resgate do Soldado Ryan” e a nova cinebiografia de Steve Jobs.

“Ao financiarem um filme no qual acreditam, e sabendo onde estará sua segunda janela (de exibição), há uma enorme oportunidade para eles e o resto da comunidade de criadores”, disse.

O anúncio da Amazon surpreendeu, mas a empresa sediada na cidade norte-americana de Seattle já havia melhorado sua credibilidade entre os artistas de Hollywood, especialmente por sua série “Transparent”, que conquistou dois Globos de Ouro na semana passada, seus primeiros grandes prêmios desde que estreou o Amazon Studios em 2010.

“Ficou claro que eles conseguiram dar conta no quesito série, não vejo motivo para que não o façam no quesito filme”, afirmou Franklin Leonard, fundador do Black List, site onde roteiros inéditos são compartilhados com cineastas e produtores.

“O verdadeiro desafio será atrair cineastas que queiram fazer filmes para a Amazon e dar a eles a liberdade de fazer filmes que se tornem um ‘12 Anos de Escravidão’ ou ‘Birdman’”, afirmou.   Continuação...

 
Roy Price, diretor do Amazon Studios, posa para fotos em Los Angeles. 15/09/2014 REUTERS/Kevork Djansezian