Quatro cópias remanescentes da Magna Carta inglesa são expostas após 800 anos

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015 18:40 BRST
 

Por Sarah Young

LONDRES (Reuters) - As quatro cópias originais sobreviventes da Magna Carta, o tratado assinado na Inglaterra segundo o qual ninguém encontra-se acima da lei, foram colocadas juntas em exposição pela primeira vez, no Museu Britânico, em Londres, nesta segunda-feira.

Apenas 1.215 ganhadores de um sorteio vão poder observar as cópias do acordo no qual o rei John da Inglaterra concedeu direitos a barões ingleses rebelados.

Ao colocar o selo real na Magna Carta, ou Grande Carta, o rei John deu a todos os homens livres o direito a um julgamento justo, depois que senhores donos de terras, em reação aos altos impostos, renunciaram aos votos de aliança ao rei e invadiram Londres.

Escrito a pena sobre velino em 1215, o documento se tornou um símbolo do Estado de direito e ajudou a inspirar a Constituição dos Estados Unidos e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Firmado há 800 anos às margens do rio Tâmisa, em Runnymede, em 15 de junho, o tratado foi anulado pelo papa, sendo restabelecido pelo rei Henry 3º em 1216, após a morte do rei John. O documento somente passou a se chamar Magna Carta em 1217, quando seu teor integrou um tratado de paz assinado em Lambeth.

Mesmo que a Magna Carta não tenha obtido sucesso em preservar a paz à época, o documento ganhou prestígio particular entre os séculos 16 e 17, quando serviu de fundamento para a formação da monarquia constitucional britânica.

A exposição segue na quinta-feira para a Casa dos Lordes antes de dois dos documentos serem devolvidos a seus lares originais na Catedral Lincoln, no leste da Inglaterra, e na Catedral Salisbury, no sudoeste do país. As outras duas cópias são mantidas pela Biblioteca Britânica.

 
Mulher observa as quatro cópias da Magna Carta, na Biblioteca Britânica, em Londres, na Inglaterra, em fevereiro. 02/02/2015 REUTERS/Stefan Wermuth