Herzog leva Nicole Kidman ao deserto em filme sobre socialite britânica

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015 18:51 BRST
 

Por Michael Roddy

BERLIM (Reuters) - Nicole Kidman diz amar o deserto, o que para ela representa uma grande sorte, pois o experiente diretor alemão Werner Herzog fez a atriz passar bastante tempo no ambiente desértico para seu longa em competição no Festival Internacional de Cinema de Berlim deste ano.

“Queen of the Desert”, que estreou nesta sexta-feira, é baseado na vida da socialite britânica Gertrude Bell.

Conhecida como “Lawrence feminina da Arábia”, Gertrude percorreu os desertos da península arábica no início do século 20, quando conheceu T.E. Lawrence, ficou amiga dos beduínos, teve dois casos de amor fracassados, trabalhou como espiã e acabou se tornando uma especialista em tribos árabes para o corpo diplomático britânico.

Herzog, de 72 anos, que dirigiu longas excêntricos como “Fitzcarraldo” e outros filmes estrelando o maníaco Klaus Kinski nos anos 1980, disse que gostaria de ter feito mais filmes com mulheres.

“Acho que eu deveria ter feito filmes sobre protagonistas mulheres muito antes na minha vida. Sempre pensei ser um diretor para homens... e estou feliz que essa descoberta finalmente tenha me encontrado, eu deveria ter feito filmes sobre personagens femininas desde muito antes mesmo”, disse Herzog durante uma coletiva de imprensa.

Nicole Kidman disse ter ficado atraída pelo filme em parte pela oportunidade de encenar a vida de Gertrude Bell, mas também pela chance de filmar no deserto. James Franco, Robert Pattinson e Damian Lewis são também astros na produção, embora Herzog tenha destacado que a atriz australiana é a única que figura em todas as cenas do longa, com a exceção de uma.

“Acho que o que é tão bonito nesse filme é você ver o quão peculiar é aquela região e o deserto e as pessoas, e fazer parte disso certamente te dá uma grande afinidade com tudo aquilo, mas eu sempre me senti atraída pelo deserto”, disse ela.

 
Nicole Kidman no tapete vermelho para Festival de Berlim. 06/02/2015.                           REUTERS/Hannibal Hanschke