Polanski depõe na Polônia sobre extradição aos EUA; corte diz que precisa de mais tempo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015 10:06 BRT
 

CRACÓVIA, Polônia (Reuters) - O cineasta Roman Polanski testemunhou nesta quarta-feira em uma audiência na Polônia a respeito de um pedido dos Estados Unidos para que seja extraditado para cumprir pena de prisão por um crime sexual pelo qual foi condenado em 1977, por manter relações sexuais com uma adolescente, mas o tribunal polonês informou que precisará de mais tempo para tomar uma decisão.

O juiz Dariusz Mazur, que preside o caso na cidade de Cracóvia, no sul da Polônia, disse que o tribunal não poderia tomar uma decisão nesta quarta-feira, uma vez que ainda terá de avaliar documentos adicionais apresentados pelos advogados de Polanski. "O processo não será concluído hoje", disse Mazur.

Mazur afirmou que os advogados do cineasta haviam entregue documentos preliminares em inglês e em alemão de seus processos de extradição que não foram levados adiante na Suíça em 2010.

A audiência de Polanski começou às 9h (6h em Brasília) e a imprensa não teve acesso ao local.

De acordo com a legislação polonesa, se o tribunal decidir a favor do pedido de extradição, em seguida ele será encaminhado ao ministro da Justiça, a quem caberá a decisão final sobre se entrega ou não Polanski às autoridades norte-americanas.

O cineasta, premiado com o Oscar, se declarou culpado em 1977 por manter relações sexuais ilegais com uma garota de 13 anos, durante uma sessão de fotos em Los Angeles alimentada por champanhe e drogas.

Polanski cumpriu 42 dias na prisão como parte de um acordo de barganha. Mas ele fugiu dos Estados Unidos no ano seguinte por temer que o juiz do caso poderia anular o acordo e colocá-lo na cadeia por vários anos.

Em 2009, Polanski foi preso em Zurique com base em um mandado dos EUA e colocado sob prisão domiciliar. O cineasta foi libertado em 2010, depois que as autoridades suíças decidiram não extraditá-lo.

(Reportagem de Wojciech Zurawski)

 
Cineasta Roman Polanski durante audiência em Krakow, na Polônia. 25/02/2015  REUTERS/Kacper Pempel