Ex-pop star Gary Glitter é condenado a 16 anos de prisão por abuso sexual infantil

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 12:41 BRT
 

LONDRES (Reuters) - O ex-cantor pop britânico Gary Glitter, alçado à fama nos anos 1970 como astro do “glam-rock” mas mais tarde condenado por crimes sexuais contra crianças, foi condenado a 16 anos de prisão depois de ser considerado culpado de agredir sexualmente três meninas.

Glitter, de 70 anos, cujo verdadeiro nome é Paul Gadd, conquistou o sucesso com a canção “Rock and Roll” e era inconfundível por seus uniformes de ginástica brilhantes e seus sapatos plataforma.

Mas sua reputação foi destruída depois que ele passou dois meses na cadeia em 1999 por posse de pornografia infantil, a primeira de várias condenações.

No início deste mês, ele foi condenado em um tribunal de Londres por tentativa de estupro, duas acusações de agressão sexual e outra por ter feito sexo com uma garota de menos 13 anos, todos fatos ocorridos na década de  1970.

Ao sentenciar Glitter nesta sexta-feira, o juiz Alistair McCreath disse que o astro abusou de sua fama e prejudicou profundamente suas vítimas.

“É difícil enfatizar excessivamente a depravação deste comportamento assustador”, disse.

Glitter foi a primeira pessoa presa em uma investigação policial mais ampla, que trata de acusações de agressão sexual de personalidades do meio artístico desencadeadas por revelações de que o falecido apresentador da BBC Jimmy Savile foi um ávido predador sexual durante décadas.

O inquérito levou à condenação de vários figuras de destaque, como o veterano artista australiano Rolf Harris e o empresário mais conhecido do showbiz britânico, Max Clifford.