12 de Março de 2015 / às 13:57 / em 3 anos

Carta do presidente dos EUA à viúva de Martin Luther King vai a leilão

Memorial Martin Luther King Jr. em Washington. 18/01/2015 REUTERS/Jonathan Ernst

WASHINGTON (Reuters) - Uma carta de condolências enviada pelo presidente dos Estados Unidos Lyndon Johnson à viúva do reverendo Martin Luther King Jr, líder da luta pelos direitos civis dos negros, após o assassinato dele em 1968, deverá ser leiloada nesta quinta-feira, depois de uma batalha legal.

A carta datilografada de Johnson para Coretta Scott King é datada de 5 de abril de 1968, um dia depois do assassinato de King a tiros em Memphis, Estado do Tennessee, por um supremacista branco, o que provocou distúrbios por todo os Estados Unidos.

“Nós vamos superar esta calamidade e continuar o trabalho da justiça e do amor que é o legado, e também a confiança, de Martin Luther King para nós”, disse Johnson, que foi presidente de 1963 a 1969, na carta escrita em papel timbrado da Casa Branca.

A Quinn’s Auction Galleries, da cidade de Falls Church, Estado da Virgínia, vai leiloar a carta. A galeria estabeleceu o preço mínimo de 60.000 dólares, e espera que a carta seja vendida por um valor entre 120.000 e 180.000 dólares, de acordo com o site da empresa.

O leiloeiro Matthew Quinn disse que a carta tem impacto especial em razão do 50º aniversário neste mês de março do “Domingo Sangrento”, na cidade de Selma, Estado do Alabama, um ponto de virada no movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, e pelo lançamento do filme “Selma”, centrado em King.

“Nós vendemos itens de alto valor o tempo todo. Mas raramente temos um pedaço da história, e tem sido comovente”, disse Quinn à Reuters Television.

Coretta Scott King guardou a carta de condolências até 2003, quando a deu ao cantor e ativista social Harry Belafonte. Ela morreu em 2006.

Quando Belafonte tentou vendê-la por meio de leilões da Sotheby’s, em 2008, os filhos de King se opuseram e a venda foi cancelada. Os dois lados se envolveram em uma batalha legal.

Um acordo em 2014 autorizou Belafonte a manter a carta e outros itens, e Belafonte a deu à sua meia-irmã Shirley Cooks. Ela e seu marido, Stoney Cooks, que era um membro da equipe da Conferência da Liderança Cristã do Sul, de King, puseram o documento à venda, com outros artigos.

Stoney Cooks disse que a carta é notável porque Johnson, que assinou a lei que foi um marco dos direitos civis, a escreveu quando enfrentava uma onda de tumultos e incêndios criminosos provocados pelo assassinato de King, inclusive nas ruas da capital do país.

“Acho que a resposta rápida mostrou algo sobre a natureza da relação entre os dois homens”, disse ele à Reuters Television.

Reportagem de Ian Simpson e por Vanessa Johnston para a Reuters Television

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