Carta do presidente dos EUA à viúva de Martin Luther King vai a leilão

quinta-feira, 12 de março de 2015 11:13 BRT
 

Por Ian Simpson

WASHINGTON (Reuters) - Uma carta de condolências enviada pelo presidente dos Estados Unidos Lyndon Johnson à viúva do reverendo Martin Luther King Jr, líder da luta pelos direitos civis dos negros, após o assassinato dele em 1968, deverá ser leiloada nesta quinta-feira, depois de uma batalha legal.

A carta datilografada de Johnson para Coretta Scott King é datada de 5 de abril de 1968, um dia depois do assassinato de King a tiros em Memphis, Estado do Tennessee, por um supremacista branco, o que provocou distúrbios por todo os Estados Unidos.

"Nós vamos superar esta calamidade e continuar o trabalho da justiça e do amor que é o legado, e também a confiança, de Martin Luther King para nós", disse Johnson, que foi presidente de 1963 a 1969, na carta escrita em papel timbrado da Casa Branca.

A Quinn’s Auction Galleries, da cidade de Falls Church, Estado da Virgínia, vai leiloar a carta. A galeria estabeleceu o preço mínimo de 60.000 dólares, e espera que a carta seja vendida por um valor entre 120.000 e 180.000 dólares, de acordo com o site da empresa.

O leiloeiro Matthew Quinn disse que a carta tem impacto especial em razão do 50º aniversário neste mês de março do "Domingo Sangrento", na cidade de Selma, Estado do Alabama, um ponto de virada no movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, e pelo lançamento do filme "Selma", centrado em King.

"Nós vendemos itens de alto valor o tempo todo. Mas raramente temos um pedaço da história, e tem sido comovente", disse Quinn à Reuters Television.

Coretta Scott King guardou a carta de condolências até 2003, quando a deu ao cantor e ativista social Harry Belafonte. Ela morreu em 2006.

Quando Belafonte tentou vendê-la por meio de leilões da Sotheby’s, em 2008, os filhos de King se opuseram e a venda foi cancelada. Os dois lados se envolveram em uma batalha legal.   Continuação...

 
Memorial Martin Luther King Jr. em Washington.  18/01/2015   REUTERS/Jonathan Ernst