Atriz Charlize Theron incentiva mulheres a exigirem salários iguais

sexta-feira, 8 de maio de 2015 11:19 BRT
 

Por Maria Caspani

NOVA YORK (Thomson Reuters Foundation) - Depois de negociar um salário igual ao do coprotagonista de seu novo filme, a atriz Charlize Theron conclamou outras mulheres a se manifestarem quando o assunto é salários iguais.

Charlize disse ter ficado revoltada quando e-mails vazados da Sony mostraram uma diferença no valor pago a homens e mulheres pelo filme “Trapaça”, e insistiu em receber o mesmo que seu colega de elenco Chris Hemsworth para reprisar o papel de Branca de Neve na sequência do filme “Branca de Neve e o Caçador”.

“Tenho que lhes dar crédito, porque assim que pedi eles concordaram”, declarou Charlize em uma entrevista para a revista britânica Elle UK. “Eles não relutaram. E talvez essa seja a mensagem: precisamos simplesmente bater o pé.”

Seu pedido ecoa o de Hillary Clinton, favorita para ser indicada como candidata presidencial do Partido Democrata dos Estados Unidos em 2016, que também lamentou a disparidade salarial entre homens e mulheres.

Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) deste ano alertou que a renda global das mulheres continuará atrás da dos homens nos próximos 70 anos se a disparidade salarial continuar a ser reduzida no ritmo atual.

Em todo o mundo, as mulheres ganham 77 por cento dos valores pagos aos homens, cifra que melhorou só três pontos percentuais nos últimos 20 anos, informou a OIT.

Charlize, sul-africana de 39 anos que recebeu um Oscar por sua interpretação de uma assassina serial no filme “Monster – Desejo Assasino”, de 2003, afirmou que as mulheres precisam lutar pela igualdade e ter orgulho de serem feministas.

“Este é um bom momento para pleitearmos justiça nisso, e as garotas precisam saber que ser um feminista é uma coisa boa”, disse Charlize, que estará nos cinemas este mês no filme de ação “Mad Max: Fury Road”.

“Não significa que você odeia os homens. Significa direitos iguais”, disse.

 
Atriz Charlize Theron em Hollywood. 7/5/2015 REUTERS/Mario Anzuoni