ESTREIA-Efeitos especiais e elenco garantem diversão em "Terremoto: A Falha de San Andreas"

quarta-feira, 27 de maio de 2015 16:52 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Na escala Richter, usada pelos cientistas para quantificar a magnitude de um abalo sísmico, cada grau a mais significa 10 vezes mais intensidade no terremoto.

Como, em todo filme-desastre, os fenômenos naturais são gigantescos e exagerados quando comparados com a realidade, não é de se espantar que em "Terremoto: A Falha de San Andreas" os abalos sejam dois graus maiores do que as previsões reais de sismólogos da região da Califórnia e atinjam um recorde de magnitude.

Neste blockbuster, tudo é em grande escala, dos efeitos especiais, passando pelas mortes não contadas, ao protagonista, encarnado por Dwayne Johnson, o "The Rock". Por outro lado, no entanto, o roteiro de Carlton Cuse e a construção dos personagens são tão fracos, que nem são necessários abalos secundários para derrubá-los.

A história acompanha, prioritariamente, Ray (Dwayne Johnson), piloto de helicópteros da equipe de resgate dos bombeiros de Los Angeles, e seus familiares.

Mas também é focado, em certos momentos, no sismólogo Dr. Lawrence Hayes (Paul Giamatti) e sua equipe que, capazes de prever os abalos, tentam alertar para o risco de uma sequência de grandes terremotos no decorrer da falha de San Andreas, especialmente em San Francisco, que causarão uma grande destruição e a separação desta porção de terra da Califórnia do continente.

Ray, que já perdeu uma de suas filhas em um afogamento acidental, o que gerou uma crise no seu casamento – sua ex-mulher (Carla Gugino) já está com um novo namorado (Ioan Gruffudd), para o temor dele –, inicia uma missão de resgate pessoal quando sua outra filha, Blake (Alexandra Daddario), enfrenta os terremotos na companhia de dois irmãos ingleses, Ben (Hugo Johnstone-Burt) e Ollie (Art Parkinson).

Antes de mais nada, toda a lenda em torno da tal falha, que nada mais é do que o afastamento de duas placas tectônicas que se encontram no Estado, não é de toda errada, pois uma divisão pode ocorrer durante milhões de anos, sendo acelerada por um grande sismo.

A partir disso, o diretor Brad Peyton, de “Viagem 2: A Ilha Misteriosa” (2012) e “Como Cães e Gatos 2: A Vingança de Kitty Galore” (2010), tinha nas mãos a oportunidade de trabalhar diversos temas – segregação, divisões regionais, políticas e sociais no país entre outros que vier à cabeça – fazendo analogias com esse desastre natural.

Mesmo assim, questões morais facilmente discutidas em uma situação dessas são deixadas de lado ou estratificadas, sem debate.   Continuação...

 
Ator Dwayne Johnson na pré-estreia do filme "Terremoto: A Falha de San Andreas" , em Hollywood, na Califórnia, Estados Unidos, na terça-feira. 26/05/2015 REUTERS/Mario Anzuoni