Para atrair turistas de volta, Nepal reabre monumentos danificados por terremotos

segunda-feira, 15 de junho de 2015 11:14 BRT
 

Por Gopal Sharma

BHAKTAPUR, Nepal (Reuters) - O Nepal reabriu nesta segunda-feira centenas de monumentos em locais históricos danificados por terremotos, tentando atrair os turistas de volta menos de dois meses depois de dois tremores devastadores que deixaram cerca de 8.800 mortos na nação do Himalaia.

Pelo menos 743 monumentos foram danificados pelos tremores que atingiram o Nepal em 25 de abril e 12 de maio, incluindo templos, mosteiros e palácios construídos há séculos e listados como Patrimônio Mundial pela Unesco.

Depois que o primeiro dos dois terremotos abalou o Nepal durante a alta temporada do turismo, milhares de visitantes abandonaram o país, esvaziando hotéis e agências que organizam caminhadas. As autoridades rapidamente isolaram os monumentos danificados por causa do risco de desabamento e também para proteger milhares de estátuas que estavam sendo furtadas dos escombros.

Sem dinheiro para obras, o governo optou por levar adiante a reabertura dos monumentos, apesar de a Unesco ter alertado os viajantes na semana passada que deveriam "reconsiderar a necessidade de visitar esses locais" porque ainda estavam em estado "precário".

Bhesh Narayan Dahal, chefe do departamento de arqueologia do governo, disse que agora há muitas estruturas seguras e os visitantes serão obrigados a usar capacetes de segurança em lugares que podem ter algum risco.

Na semana passada, o governo afirmou que iria enviar especialistas internacionais para estudar a geologia das montanhas e avaliar se era seguro reabrir para alpinismo e caminhadas a passagem para o Monte Everest e outras trilhas no Himalaia. Centenas de alpinistas abandonaram sua tentativa de escalar o Everest este ano depois que uma avalanche desencadeada pelo terremoto matou 18 pessoas no acampamento-base após o terremoto de 25 de abril.

(Reportagem de Gopal Sharma)

 
Soldado passa por monumento de templo Swayambhunath Stupa em Katmandu, no Nepal. 06/05/2015 REUTERS/Olivia Harris