George Lucas diz se sentir como "pai divorciado" diante do novo "Star Wars"

terça-feira, 1 de dezembro de 2015 16:29 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - George Lucas, que criou a série "Star Wars", mas não participou do longamente aguardado "Star Wars: Episódio VII: O Despertar da Força", disse ter sentimentos ambivalentes sobre o filme, como aqueles de um pai divorciado indo ao casamento de um filho.

Lucas, que vendeu a franquia à Disney três anos atrás por cerca de 4 bilhões de dólares, disse ao jornal Washington Post que não tem nenhuma relação com "O Despertar da Força", que estreia mundialmente em 18 de dezembro.

Apesar de relatos iniciais de que Lucas atuaria como consultor, o diretor contou que a Disney "não gostou" das estórias que ele delineou para as três novas sequências.

"Não existe isso de trabalhar por cima do ombro de alguém", afirmou Lucas ao Post em uma entrevista publicada na segunda-feira.

"Ou você é o ditador ou não é. E fazer isso nunca funcionaria, por isso eu disse 'vou me divorciar'... Eu sabia que não poderia me envolver. Tudo que eu faria seria atormentá-los. Eu me atormentaria. Provavelmente estragaria uma visão – J.J. (Abrams, o novo diretor) tem uma visão, e é a visão dele".

À época da conversa, cerca de duas semanas atrás, Lucas disse que ainda ia ver o filme, que reúne Harrison Ford, Carrie Fisher e Mark Hamill, três membros do elenco original de 1977.

Lucas afirmou que assisti-lo seria como ser um pai divorciado que vai ao casamento de um filho crescido.

"Minha ex vai estar lá, minha nova esposa vai estar lá, mas terei que respirar fundo, ser uma boa pessoa, aguentar a coisa toda e simplesmente curtir o momento, porque as coisas são assim e é uma decisão consciente que tomei".

O diretor também defendeu sua decisão polêmica de mudar uma cena crucial do filme original de 1977 na qual o piloto Han Solo (interpretado por Ford) atira primeiro no caçador de recompensas Greedo.   Continuação...

 
Diretor e produtor George Lucas durante um evento na Casa Branca em abril de 2013, em Washington, nos Estados Unidos. 27/04/2013 REUTERS/Kevin Lamarque