ESTREIA–Comédia “Bem Casados” não sai da zona de conforto

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015 16:31 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - “Bem Casados”, de Aluizio Abranches (“Do Começo ao Fim”), segue, basicamente, o esquema já decantado das comédias brasileiras de sucesso. Roteirizado por Fernando São Thiago, que também atua no filme, o longa conta uma história previsível sem qualquer risco, com um elenco com rostos famosos da televisão e piadas eventualmente engraçadas.

Aqui, o protagonista é Alexandre Borges, no papel de Heitor, dono de uma agência que filma e fotografa casamentos. O longa começa com ele aplicando sua cantada-padrão a uma convidada de uma festa onde está trabalhando. Na manhã seguinte, depois de passarem a noite juntos, ele vai embora sem muita explicação.

Logo conhece Penélope (Camila Morgado), que pretende acabar com o casamento de seu ex-amante (João Gabriel Vasconcellos) antes que o rapaz chegue ao altar. Para isso, infiltra-se no chá de cozinha da noiva (Luiza Mariani), mas logo é chantageada pela mãe do noivo (Rosi Campos).

Expulsa da casa do amante e proibida de ir ao casamento, Penélope tenta integrar a equipe de Heitor, e, assim, entrar no casamento e reconquistar o amado. Segue, então, a rotina típica do gênero: a moça vive às turras com Heitor, embora o público perceba, desde o começo, que foram feitos um para o outro. Ela irá mudar a vida dele: o sujeito é viciado em remédios, vive estressado e infeliz. Ela, apesar de ser um furacão e descentrada, traz um pouco da empolgação que faltava à vida dele.

Os opostos também se atraem – existe algo mais clichê numa comédia romântica do que isso? – na equipe de Heitor. De um lado, Alice (Bianca Comparato), tímida e turrona, e de outro, Fernando (São Thiago), um garçom que tem talento para fotografia, a quem ela deve ensinar o trabalho.

Camila Morgado, como sua personagem, é um furacão que rouba o filme para si e garante alguns dos bons momentos com sua personagem inconsequente e desbocada. Suas melhores cenas acontecem com a atriz Letícia Lima (mais conhecida pelo seu trabalho no humorístico “Porta dos Fundos”). Naturalmente engraçada, Letícia tem poucas cenas e aparece no meio do filme sem muitas explicações - e sai da mesma forma, depois de uma participação breve e marcante, fazendo sua entrada parecer mais uma medida emergencial para elevar o humor do filme.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

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