Selfies viram objeto de estudo em mostra de Londres

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015 13:08 BRST
 

Por Farah Nayeri

LONDRES (Reuters) - Os habitantes de Londres são os que menos sorriem em suas selfies, e mulheres vestidas com capricho são as que mais fazem fotos de si mesmas em Moscou, disse um pesquisador envolvido na montagem de uma exposição sobre selfies em Londres.

Para sua nova mostra, "Big Bang Data", a Somerset House encomendou a "Selfiecity Londres", um panorama de 640 selfies selecionadas de um total de 152.462 imagens publicadas no Instagram e feitas em uma única semana de setembro em um raio de cinco quilômetros quadrados ao redor do museu. A exibição será inaugurada ao público nesta quinta-feira.

O projeto Selfiecity está sendo conduzido globalmente por Lev Manovich, professor de ciência da computação do Centro de Graduação da Universidade da Cidade de Nova York. O laboratório de oito pessoas do Selfiecity compila e analisa selfies de todo o mundo – as outras cinco cidades até o momento são Bancoc, Berlim, Moscou, Nova York e São Paulo.

Manovich disse que o projeto foi concebido "para ver se podemos descobrir coisas novas sobre diferenças culturais e comportamento cultural" através das selfies, e para tornar tais análises mas democráticas para pessoas sem conhecimento profundo de computação.

    Nesse aspecto, ele afirmou que a parte mais importante do painel "Selfiecity Londres" é sua função de interatividade. Em uma tela sensível ao toque, os visitantes podem adicionar filtros e critérios – 'londrinos de mais de 35 anos' ou 'crianças bem pequenas' – e observar padrões e tendências dentro da cada subgrupo escolhido.

   Globalmente, as imagens mostraram que "cada cidade é única" de uma forma toda sua, argumentou Manovich.

 
Homem tirando "selfie" em Londres.    12/04/2015   REUTERS/Neil Hall