Amal Clooney entra na briga da Grécia por esculturas do Partenon

quarta-feira, 15 de outubro de 2014 14:58 BRT
 

Por Deepa Babington

ATENAS (Reuters) - A nova esposa do ator de Hollywood George Clooney, a advogada de direitos humanos Amal Alamuddin Clooney, fez um apelo passional nesta quarta-feira pelo retorno a Atenas das esculturas de mármore do Partenon, num gesto que os gregos esperam dar um novo impulso a uma campanha nacional.

A britânica nascida no Líbano, parte da equipe legal que assessora o governo grego em sua tentativa de garantir o retorno das esculturas que se encontram na Grã-Bretanha, causou furor na mídia durante uma visita de três dias à capital grega, que incluiu reuniões com o primeiro-ministro Antonis Samaras.

Também chamados de Mármores de Elgin, que compunham aproximadamente metade do friso de 160 metros no Partenon, encontram-se abrigados no Museu Britânico, que se recusa a devolver as peças, apesar das acusações do gregos de que a remoção do friso foi uma ato de vandalismo.

Amal disse em uma entrevista à imprensa, no Museu da Acrópole, esperar que um entendimento amigável permita ao mundo apreciar as esculturas em seu local de origem.

"Estamos aqui por causa de uma injustiça que tem persistido por tempo demais", disse ela.

"Um cavaleiro tem sua cabeça em Atenas e seu corpo em Londres. O deus grego Poseidon tem seu torso dividido entre a Grécia e a Grã-Bretanha", acrescentou.

Amal, que se casou com Clooney em uma bela cerimônia repleta de famosos em Veneza no mês passado, chegou a Atenas na segunda-feira sob grande assédio da mídia grega, que exaltou o "furacão Amal" em ação para recuperar os tesouros nacionais.

Ela já representou anteriormente o ex-primeiro-ministro da Ucrânia Yulia Tymoshenko na Corte Europeia de Direitos Humanos, e o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em processos de extradição.   Continuação...

 
Advogada Amal Alamuddin Clooney, no Museu da Acrópole, em Atenas,, ao lado do ministro da Cultura e Esportes grego, Konstantinos Tasoulas (D), e o presidente do museu,  Dimitris Pantermalis. 15/10/2014 REUTERS/Yorgos Karahalis