Segundo maior mercado livreiro, China agora quer exportar sua literatura

quinta-feira, 16 de outubro de 2014 11:42 BRT
 

Por Kirsti Knolle

FRANKFURT (Reuters) - Segundo maior mercado livreiro do mundo, só atrás dos Estados Unidos, há tempos a China é consumidora de obras de outros países, mas agora inicia um esforço para exportar sua literatura para o restante do mundo, auxiliada pela revolução do livro digital.

Membros do setor presentes à Feira do Livro de Frankfurt disseram ter observado uma mudança no foco dos exibidores chineses, que antes adquiriam direitos de publicação e agora vendem os produtos do florescente setor editorial do país.

Com um volume de vendas de quase 18 bilhões de dólares, a China é a maior compradora de direitos e licenças de publicação de livros publicados no exterior.

Agora as editoras chinesas, a maioria estatais, estão embarcando na política “Vá para fora”, instituída em 1999 para divulgar o investimento chinês fora do país.

Pequim está incentivando as editoras a desenvolver conteúdo digital, para criar empresas mais competitivas e prepará-las para a inclusão no mercado de ações. O governo exortou os bancos a oferecer empréstimos e pressionou por acordos com operadoras de serviços sem fio, como a China Mobile 0941.HK, para impulsionar a digitalização das publicações.

“Embora exista há tempos uma demanda de editoras internacionais para licenciar obras para a China, também existe um grande ímpeto em andamento para licenciar títulos na direção contrária”, declarou Tom Chalmers, diretor-gerente da IPR License, um mercado digital para direitos de livros.

“A China está cheia de títulos disponíveis, com apelo internacional, e muitas editoras chinesas mencionaram a venda para editoras internacionais como sua prioridade.”

Graças a uma classe média em rápido crescimento, que gasta muito na educação dos filhos, as editoras da China desenvolveram uma vasta gama de materiais de estudo que se sentem prontas para vender ao mundo.   Continuação...