Depoimento de 2011 contradiz alegações de abuso sexual sofrido por cantora Kesha

quarta-feira, 22 de outubro de 2014 10:00 BRST
 

Por Eric Kelsey

LOS ANGELES (Reuters) - A cantora pop Kesha disse em um depoimento há três anos, liberado para consulta na terça-feira, que a o produtor musical Dr. Luke nunca havia feito sexo com ela nem a havia levado a usar drogas, no mais recente episódio da batalha legal entre os dois antigos parceiros musicais.

Um advogado de Dr. Luke, cujo nome legal é Lukasz Gottwald, teve sucesso em pedir ao juiz de um tribunal de Nova York que abrisse os depoimentos de um processo de 2010 iniciado pelo ex-empresário de Kesha contra a cantora e produtora.

As declarações contradizem o processo de Kesha, cujo nome é Kesha Sebert, aberto na semana passada, acusando o produtor de tê-la forçado a “usar drogas e álcool para tirar vantagem dela sexualmente”. No processo ela alega que o produtor a drogou e a estuprou.

O advogado de Kesha, Marl Geragos, disse que a cantora, de 27 anos, tinha sido ambígua naquele depoimento e havia sido ameaçada por Dr. Luke caso ela mencionasse o alegado abuso sexual a alguém.

“Ela vai para reabilitação e para terapia e é capaz de ser forte agora”, disse Geragos, acrescentando que as perguntas sobre as drogas e o sexo com o produtor provam que ela havia falado com seu ex-empresário sobre elas.

Em um depoimento de 2011, Kesha disse que ela não sabia se Dr. Luke, que produziu sucessos para estrelas como Katy Perry e Miley Cyrus, havia dado a ela “drogas que não poderiam ser comprar em uma farmácia”, e disse que os dois nunca tiveram uma relacionamento íntimo.

Kesha tinha contrato com Dr. Luke desde 2005.

(Por Eric Kelsey)

 
Cantora Kesha na première de "Aviões" em cinema de Hollywood. 15/07/2014 REUTERS/David McNew