November 19, 2014 / 8:44 PM / 3 years ago

Ator Christoph Waltz fala de personagem implacável de "Quero Matar Meu Chefe 2"

3 Min, DE LEITURA

Ator Christoph Waltz chega ao festival de cinema de Berlim, na Alemanha, em fevereiro. 15/02/2014Thomas Peter

LOS ANGELES (Reuters) - Na pele do coronel Hans Landa em "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino, Christoph Waltz foi a personificação do charme e da crueldade, desencadeando o horror sem perder a pose e ainda por cima conquistando um Oscar.

Em "Quero Matar Meu Chefe 2", que estreia nos cinemas dos Estados Unidos em 26 de novembro, Waltz retoma um personagem egocêntrico oculto por uma fachada civilizada.

O ator alemão-austríaco interpreta o empresário e "self-made man" Bert Hanson, que dá uma chance aos novos negócios de Nick, Kurt e Dale, os três infelizes protagonistas que tentam matar seus superiores terríveis em "Quero Matar Meu Chefe", de 2011.

Mas Bert engana o trio e os força a buscar meios alternativos para recuperar seu dinheiro.

Waltz, de 58 anos, conversou com a Reuters sobre as vantagens de fazer um personagem sério em uma comédia.

Pergunta: O que o atraiu neste filme e na interpretação de um chefe tão manipulador?

Resposta: No roteiro havia trechos lindamente escondidos que dizem muito sobre o mundo em que vivemos e que dizem muito sobre, na verdade, querermos viver em um mundo diferente, então esse já era um aspecto interessante que me atraiu. Mas há muitas coisas cômicas acontecendo que não me conquistaram logo de cara no roteito, mas saber o que iria virar e conversar com as pessoas que iriam transformá-lo em um filme foi totalmente convincente.

P: Como você se identificou com as motivações implacáveis de Bert?

R: Isso é o que eu faço da vida, a imaginação é um artifício maravilhoso, maravilhoso, e normalmente chamamos de realidade o que vai contra nossa imaginação, mas isso não é verdade. A imaginação é uma realidade. Tenho a oportunidade maravilhosa de trabalhar em uma profissão na qual você realmente pode dar vazão às coisas, então a imaginação na verdade é o pré-requisito mais importante.

P: O que você conseguiu explorar no filme que nunca tinha podido explorar antes?

R: Nem tanto coisas novas ou um território desconhecido, mas a combinação de ser muito sério, ou mostrar uma abordagem séria da vida e dos negócios, perante três pessoas que não parecem entender nada daquilo e que na verdade se entregam às maiores loucuras em tudo. Essa é, de certa forma, uma combinação que não tinha feito antes. Normalmente, quando você interpreta um personagem tão sério, a reação é no mesmo nível, mas é isso que define a comédia, que a reação seja em outro nível.

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