Morre comediante mexicano Roberto Gómez Bolaños, o "Chaves"

sexta-feira, 28 de novembro de 2014 19:50 BRST
 

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O célebre comediante mexicano Roberto Gómez Bolaños, "Chespirito", um dos artistas latino-americanos mais queridos por ter feito gerações inteiras rirem em diferentes continentes, morreu nesta sexta-feira aos 85 anos.

Bolaños, criador de personagens cativantes de televisão como "Chaves" e "Chapolim Colorado", que divertiram milhões de espectadores, sofria há vários anos de problemas de saúde que o mantinham distante da vida pública.

Ainda não se sabe qual foi a causa da morte. O comediante, que morava em Cancun, tinha diabetes e efisema pulmonar.

O talentoso e prolífico comediante recebeu o apelido de "Chespirito" de um diretor de cinema, que é o diminutivo da pronúncia em espanhol de Shakespeare e o batizou assim por sua abundante produção de roteiros e sua estatura baixa.

"Roberto, não se vá, você permanece no meu coração e em todos os corações de tantas pessoas que você fez feliz. Adeus 'chavito', até sempre", disse em sua conta no Twitter o ator Edgar Vivar, que interpretava o "Seu Barriga" no popular seriado "Chaves".

Este personagem e o Chapolin Colorado foram os primeiros conteúdos que a emissora mexicana Televisa começou a exportar para o resto da América Latina no início da década de 1970 e que rendeu receitas milionárias.

Mais de quatro décadas depois de ter estreado --o primeiro episódio de "Chaves" em preto e branco ocorreu em 20 de junho de 1971-- os programas de Chespirito continuam em exibição em toda a América Latina, algo raro na televisão.

Apesar da idade, Chespirito manteve contato com seus fãs. Em maio de 2011, ele abriu uma conta no Twitter, onde mantinha 6,61 milhões de seguidores até o momento de sua morte.

Seu filho Roberto Gómez Fernández produziu uma série de desenhos animados com base no programa original com atores que é transmitida pelo canal a cabo Cartoon.   Continuação...

 
Foto de arquivo do comediante mexicano Roberto Gomez Bolaños, de 24 de maio de 2006.   REUTERS/Henry Romero