Morre aos 75 anos ativista norte-americano dos direitos civis Julian Bond

domingo, 16 de agosto de 2015 15:42 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - O ativista norte-americano dos direitos civis e ex-líder da NAACP (associação de defesa dos direitos da população negra), Julian Bond, que surgiu como um dos estudantes ativistas mais prominentes nos turbulentos anos 1960, morreu no sábado aos 75 anos.

Bond morreu em Fort Walton Beach, na Flórida, de acordo com comunicado do SPLC (Southern Poverty Law Center), que não informou a causa do óbito. Bond foi o primeiro presidente do SPLC, organização internacional dedicada aos direitos civis. 

"O país perdeu uma de seus mais apaixonadas e eloquentes vozes pela causa da justiça", disse Morris Dees, fundador do Southern Poverty Law Center. 

Bond foi presidente do SPLC de 1971 a 1979. De 1998 a 2010, ele foi presidente da NAACP. 

"Julian Bond foi um herói e, eu sou privilegiado em poder dizer isso, um amigo. Justiça e igualdade eram a missão que guiava sua vida", disse o presidente norte-americano Barack Obama em comunicado. "Julian Bond ajudou a mudar esse país para melhor."

Na época em que Bond surgia no cenário nacional durante o agitado verão de 1968, o então ativista negro de 28 anos já estava se juntando ao panteão dos grandes ativistas pelos direitos civis nos EUA.

Neto de escravo, ele chegou a Chicago naquele ano para a convenção do Partido Democrata na função de líder de um grupo de insurgentes políticos vindos da Geórgia.

Durante a convenção, os norte-americanos testemunharam as intensas imagens de protestos de rua, brutalidade policial e anarquia política em um país que já fervilhava com a Guerra do Vietnã, a discriminação racial e a disparidade econômica. 

Bond foi o primeiro negro nomeado para a vice-presidência dos Estados Unidos por um grande partido político, mas teve que desistir da candidatura porque era sete anos mais jovem que o necessário para ocupar o segundo cargo mais alto da democracia norte-americana.    Continuação...