Cineasta Wes Craven, mestre do horror, morre aos 76 anos

segunda-feira, 31 de agosto de 2015 08:45 BRT
 

(Reuters) - O diretor Wes Craven, que dirigiu o clássico “A Hora do Pesadelo”, uma referência do cinema de horror sangrento, morreu no domingo à tarde, aos 76 anos, informou a família em comunicado.

Craven, que também dirigiu “Pânico”, sucesso dos anos 1990, morreu cercado pela família em sua casa em Los Angeles depois de padecer com câncer no cérebro, informaram os familiares. "É com profunda tristeza que informamos que Wes Craven faleceu", diz o comunicado. "Nossos corações estão partidos."

Craven estava com a saúde debilitada nos últimos três anos, mas continuou a trabalhar em vários projetos, incluindo programas de televisão, um romance em quadrinhos e um novo filme, "The Girl in the Photographs”, cuja estreia está prevista para o mês que vem, no Festival de Cinema de Toronto.

Nascido em Cleveland, Craven saltou para a fama –pelo menos entre os fãs de filme de terror– com seu primeiro longa, "A Última Casa à Esquerda", que alcançou status de cult clássico ao longo das décadas. Ele passou a trabalhar em cinema depois de vários anos como professor universitário. Dirigiu em seguida outros sucessos do horror, como “Viagem Maldita” e “O Monstro do Pântano”.

Mas foi com “A Hora do Pesadelo”, de 1984, que Craven subiu ao topo do gênero de terror. O filme, que custou menos de 2 milhões de dólares e tinha Robert Englund no papel de Freddy Krueger, um vilão com garras que atormenta um grupo de jovens em seus sonhos, foi um sucesso de bilheterias, arrecadando cerca de 25 milhões de dólares e resultou em oito sequências, bem como uma série de TV.

Em 1996, ele foi sucesso de bilheteria novamente com “Pânico”, outro filme de adolescentes em perigo, que também satirizou o gênero. Craven dirigiu depois três outros filmes de terror ao longo de 15 anos, mas mudou de gênero em 2005, com "Voo Noturno", um thriller bem-recebido, com Rachel McAdams.

(Reportagem de Curtis Skinner e Chris Michaud)

 
Wes Craven durante evento em Los Angeles.   24/02/2011   REUTERS/Lucas Jackson