Procurador de Haia pede pena de prisão para jornalista libanesa

segunda-feira, 28 de setembro de 2015 09:05 BRT
 

AMSTERDÃ (Reuters) - Uma jornalista que ignorou uma ordem judicial para retirar da Internet vídeos que arriscavam expor a identidade das testemunhas no caso do assassinato do primeiro-ministro libanês Rafik al-Hariri precisa cumprir um ano de prisão, disse um procurador de Haia nesta segunda-feira.

A jornalista de televisão Karma al-Khayat foi condenada há 10 dias por desacato ao tribunal, por ignorar uma ordem judicial de retirada de entrevistas em vídeo com testemunhas, colocadas no site da TV onde trabalha, expondo-as ao perigo e minando a confiança no tribunal.

A repórter não demonstrou "nenhum remorso ou arrependimento", e também terá de pagar uma multa de 100 mil euros, disse o promotor Slobodan Zecevic em uma audiência da sentença no Tribunal Especial para o Líbano nesta segunda-feira.

Karma, que não está sob detenção, foi absolvida de outro delito, de publicação de material que expôs testemunhas, mas Zecevic disse que a gravidade do crime, considerando a "situação tensa na segurança do Líbano", merecia uma pena de prisão.

O advogado de defesa, Karim Khan, disse que a única condenação remanescente de pé contra ela era uma ofensa "menor".

(Reportagem de Thomas Escritt e Yoruk Bahceli)