14 de Outubro de 2015 / às 19:54 / 2 anos atrás

ESTREIA-"Um Amor a Cada Esquina" é uma comédia ao estilo de Woody Allen

Ator Owen Wilson na pré-estreia de "Um Amor a Cada Esquina", em Los Angeles, nos Estados Unidos, em agosto. 19/08/2015 REUTERS/Mario Anzuoni

SÃO PAULO (Reuters) - Diretor veterano – com sucessos como “Lua de Papel” (1973) e “A Última Sessão de Cinema” (1971) –, Peter Bogdanovich volta a dirigir uma ficção desde “O Miado do Gato” (2001). Em “Um Amor a Cada Esquina”, ele parece estar num momento Woody Allen, assinando uma comédia leve, sem grandes pretensões, a não ser agradar.

O cenário e o tipo de personagens parecem típicos de Allen: artistas ricos, numa Nova York bela e idealizada. Arnold Albertson (Owen Wilson) é um diretor de teatro que está selecionando o elenco para sua nova peça.

No entanto, ele mantém o hábito de sair com garotas de programa, que contrata por meio de uma agência na Internet. A mais nova escolhida é Isabella (Imogen Poots), a quem ele declara amor depois de uma noite, prometendo dar-lhe uma alta soma apenas para que ela abandone seu trabalho.

A surpresa de Arnold, no entanto, é grande quando no dia seguinte Isa, como prefere ser chamada, aparece para uma audição, para, exatamente, o papel de uma prostituta apaixonada.

No teste, ela contracena com Delta (Kathryn Hahn), mulher do diretor, que logo se encanta com o talento da moça, que se torna a favorita para o trabalho, apesar das resistências do diretor.

Essa é a trama central do filme – cujo roteiro é assinado pelo diretor e Louise Stratten –, com alguns outros personagens agregados a ela. Um juiz (Austin Pendleton), que é um ex-cliente apaixonado por Isa, contrata um detetive (George Morfogen) para segui-la. Há também Jane (Jennifer Aniston), psicanalista desequilibrada que cobre as férias da mãe, atendendo Isa, o juiz, entre outros – além de ser namorada de Josh (Will Forte), filho do detetive e autor da peça teatral, que também se apaixona pela garota de programa.

Sem outra opção, Arnold acaba contratando Isa para o papel, o que também deixa feliz Seth Gilbert (Rhys Ifans), ator inglês excêntrico e protagonista do espetáculo. Todos ficam felizes – menos o diretor de teatro, porque está apaixonado pela garota e com medo de que sua mulher descubra.

Bogdanovich faz uma comédia de erros que parece inspirada nas “screwball comedies”, aquelas comédias malucas, típicas dos anos de 1930 e 1940, que renderam obras como “Aconteceu Naquela Noite” e “Jejum de Amor”. Aqui, o humor se faz pelos incidentes, encontros e desencontros, na tentativa de Arnold esconder uma mania que começa a lhe causar problemas.

Wilson parece repetir a mesma interpretação de “Meia-Noite em Paris”. Assim, quem se destaca, em primeiro lugar, é a inglesa Imogen Poots, que faz uma sedutora ingênua, cuja sorte bate à sua porta.

Sua espontaneidade lembra a da personagem de Barbra Streisand em “Essa Pequena É uma Parada”, também de Bogdanovich. O outro destaque é Kathryn Hahn, que parece estar numa comédia só dela – na verdade, ela e sua personagem mereciam um filme para chamar de seu.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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