October 21, 2015 / 6:14 PM / 2 years ago

ESTREIA-Quinto filme repete fórmula para encerrar franquia "Atividade Paranormal"

4 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - Dito episódio final da franquia de cinco capítulos e dois spin-offs, “Atividade Paranormal 5: Dimensão Fantasma” encerra a série de cinema com mais do mesmo. Embora venha em versão em 3D e mostre pela primeira vez o demônio Toby, o grande vilão da história criada por Oren Peli, a nova produção não arrisca mexer nos elementos que tornaram a série conhecida, tenham eles méritos ou não.

De forma direta, o roteiro escrito por cinco autores revela finalmente o que está por trás da possessão de Katie (Katie Featherston), do sequestro de Hunter, das presenças das bruxas na infância das irmãs Katie e Kristi e, claro, o que pretende o demônio. E tudo está ligado à família Fleege, que nada sabe de todas essas barbaridades.

Quando vão montar a decoração de Natal em casa, o pai Ryan Fleege (Chris J. Murray) e seu irmão Mike (Dan Gill) encontram uma caixa com fitas VHS e uma filmadora antiga na garagem. Nos vídeos, estão as imagens da infância de Katie e Kristi (terceiro filme) que mostram até elas sendo “treinadas” por um senhor que participa da congregação de bruxas (quarto filme).

A própria filmadora também é uma curiosidade, porque é capaz de captar as presenças malignas na casa, o que Ryan e sua mulher Emily (Brit Shaw) logo percebem. E tudo aponta para a filha do casal, a pequena Leila (Ivy George), que conversa com o “amigo” Toby, que ninguém vê, mas aparece na câmera.

Sem dúvida, seria preciso assistir aos filmes anteriores para entender o que se passa na tela de forma integral. Ainda assim, por si só o quinto capítulo consegue dialogar com o espectador não iniciado, ou “marcado”, para usar a mesma linguagem dos filmes, como o spin-off “Marcados pelo Mal” (2014).

Dirigido desta vez por Gregory Plotkin, que trabalhou como editor das últimas produções, “Dimensão Fantasma” mantém a fórmula, com as mesmas divisões narrativas (do início tímido ao descontrole final), as câmeras trêmulas, as viagens de tempo e espaço. Pelo menos desta vez faz mais sentido o protagonista usar uma câmera para fugir.

A versão em 3D serve, aqui, para potencializar os sustos, recorrentes, e os efeitos especiais utilizados na composição do demônio. Há que precisar, no entanto, que como grande parte das cenas são muito escuras, até pelos fenômenos ocorrerem à noite, pouco se aproveita desse recurso.

Por onde quer que se analise, o encerramento da franquia mostra quão bem-sucedida ela foi desde 2007. Os seis filmes reunidos não custaram mais de 18 milhões de dólares e só os cinco primeiros arrecadaram 811 milhões de dólares pelo mundo. O “Atividade Paranormal em Tóquio” não entra nessa conta porque Oren Peli vendeu os direitos da história para ser feita no Japão, em 2010, por Toshikazu Nagae, tornando-se um spin-off não oficial.

Pelo tamanho de informações agregadas durante todo esse tempo ao enredo, o encerramento é até muito sucinto, deixando ao filme praticamente os sustos que teima em proporcionar.

No entanto, não deixa de ser notável que, mais uma vez, os roteiristas (como fizeram no terceiro capítulo) tenham deixado espaço para o humor, principalmente com o personagem Mike como alívio cômico. Esta é a melhor parte do filme.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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