Rússia diz que exame de DNA confirma que restos de czar Nicolau são genuínos

quarta-feira, 11 de novembro de 2015 11:56 BRST
 

MOSCOU (Reuters) - Investigadores russos disseram nesta quarta-feira que novos exames de DNA realizados a pedido da Igreja Ortodoxa confirmaram que os restos mortais exumados de Nicolau 2º, último czar do país e que morreu assassinado, e de sua mulher são genuínos.

A declaração aumenta a possibilidade de que toda a família Romanov, executada pelos bolcheviques em 1918, possa ser sepultada junto aos supostos restos de Alexei e Maria, dois dos cinco filhos do czar também enterrados em São Petersburgo com os outros familiares, pela primeira vez.

A igreja, que canonizou a família assassinada em 2000, vem fazendo pressão para obter provas adicionais de que os resquícios de Nicolau, cuja dinastia Romanov governou a Rússia durante 300 anos, são legítimos, uma pré-condição para que Alexei e Maria sejam sepultados.

Foram pedidos também mais exames para verificar se os supostos restos das duas crianças, descobertos só em 2007, são igualmente genuínos.

Especialistas forenses do Comitê Investigativo da Rússia exumaram os restos de Nicolau e de sua esposa, Alexandra, em setembro, coletando amostras de DNA que ainda não haviam sido analizadas.

As amostras corresponderam a descobertas anteriores e mostraram que os fragmentos são genuínos, disse o comitê em um comunicado.

“Estas amostras revelaram heteroplasmia – uma mutação genética rara que estava presente em amostras (anteriores) de Nicolau 2o”, afirmou a declaração.

Nicolau 2º, sua esposa e seus cinco filhos foram assassinados pelos bolcheviques após a Revolução Russa de 1917 com seus criados na cidade de Ecaterimburgo, nos Urais.

Os corpos de Nicolau e Alexandra e de três de suas filhas foram reenterrados em São Petersburgo em 1991, e uma investigação inicial de cinco anos criada em 1993 confirmou a autenticidade dos restos mortais.

(Por Lidia Kelly)

 
Estátua do czar Nicolau 2º em Belgrado. 27/11/2014 REUTERS/Marko Djurica