Traficante mexicano tentou registrar o seu nome como marca, diz imprensa

terça-feira, 12 de janeiro de 2016 18:43 BRST
 

Por Gabriel Stargardter e Veronica Gomez

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Antes da ousada fuga da prisão no ano passado, o notório traficante de drogas Joaquín “Chapo” Guzmán orientou os seus advogados a registrar o seu nome como marca, dando a autoridades mexicanas a primeira pista de que ele queria fazer um filme sobre a sua vida, disse a imprensa mexicana nesta terça-feira.

O mais procurado traficante do mundo, Guzmán foi recapturado na semana passada no noroeste do México e está agora de volta à mesma prisão de segurança máxima da qual ele escapou em julho através de um túnel na sua cela.

Durante o seu período prévio de 17 meses atrás das grades, Guzmán pediu aos seus advogados para começar o processo de registrar a marca do seu nome no Instituto Mexicano de Propriedade Industrial (IMPI), afirmou o jornalista mexicano Carlos Loret de Mola. No entanto, o IMPI negou o pedido dele.

Não foi possível contatar imediatamente o instituto para ter algum comentário.

De acordo com documentos vistos pela Reuters, o IMPI rejeitou dois pedidos para o registro dos nomes "Joaquín El Chapo Guzmán" e "El Chapo Guzmán" em 2011, feitos por Alejandrina Gisselle Guzmán, que se acredita ser sua filha.

Os pedidos –para vestuário, e não filmes– foram negados com base no fato de que Guzmán era um homem procurado.

Uma busca no site do IMPI mostra uma marca com o nome “El Chapo” registrada em 2006.

 
Narcotraficante Joaquin "El Chapo" Guzman é escoltado por soldados em hangar de propriedade da Procuradoria Geral na Cidade do México. 8 de janeiro de 2016. REUTERS/Henry Romero