ENTREVISTA-Sean Penn mentiu sobre declaração de “El Chapo”, diz advogado

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016 21:39 BRST
 

Por Lizbeth Diaz

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O astro de Hollywood Sean Penn mentiu ao relatar que o chefe mexicano do narcotráfico Joaquin "El Chapo" Guzman disse a ele que era o maior traficante de drogas do mundo, e que o ator deveria ser chamado para depor, disse nesta quarta-feira um dos advogados de Guzman.

O traficante foi recapturado na sexta-feira, seis meses após protagonizar uma fuga espetacular da prisão por um túnel escavado no chão de sua cela. Enquanto estava foragido, Guzman se encontrou secretamente com Penn em um esconderijo na selva – uma ação que o governo mexicano disse ter sido “essencial” para a sua captura.

O ator publicou uma reportagem na revista Rolling Stone no sábado, na qual ele cita Guzman gabando-se de seus carregamentos de drogas e lavagem de dinheiro por meio de grandes empresas mexicanas e estrangeiras. (rol.st/1PXKv56)

“É uma mentira, especulação absurda do senhor Penn”, disse Juan Pablo Badillo, um dos advogados de Guzman, em entrevista à Reuters nesta quarta-feira.

“De certo modo, sim, isso complica (a defesa dele). O senhor Penn deveria depor para responder sobre as asneiras que ele disse”, acrescentou Badillo.

Segundo o advogado, com base nos anos em que trabalha com Guzman, ele está certo de que o traficante não faria tal declaração auto-incriminatória. "Ele (Guzman) não poderia ter feito essas afirmações ... O senhor Guzman é um homem muito sério, muito inteligente", disse Badillo.   

"Onde está a prova? Onde está o áudio?"

Penn disse que não foi autorizado a gravar o encontro com Guzman. O fugitivo mexicano posteriormente enviou ao ator um vídeo de 17 minutos com respostas, frustrando os planos de uma nova entrevista presencial por questões de segurança, sem os comentários divulgados.   Continuação...

 
Badillo, advogado que representa o narcotraficante Joaquin "El Chapo" Guzman, durante entrevista para a Reuters na Cidade do México 13/01/ 2016.  REUTERS/Tomas Bravo