ESTREIA-“Creed: Nascido para Lutar” homenageia e atualiza a saga de Rocky

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016 20:05 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Rocky Balboa volta às telas, não mais dentro dos ringues, como há 40 anos, mas no coadjuvante papel de treinador do filho de seu maior adversário e, posteriormente, amigo e treinador, Apollo Creed, interpretado por Carl Weathers.

Se a ideia do spin-off “Creed: Nascido para Lutar” parecia interessante, também gerava muito descrédito quanto à possibilidade de resultar num produto requentado ou descaracterizado.

Porém, em uma temporada frutífera ao resgate de velhas franquias –vide a volta dos universos de “Mad Max”, “Jurassic Park” e “Star Wars”–, a saga protagonizada por Sylvester Stallone igualmente ganha fôlego na grata surpresa desta mistura de continuação e recomeço, à semelhança de seu antigo protagonista e do atual.

Em seu segundo longa, o jovem diretor Ryan Coogler repete a parceria bem-sucedida com o ator Michael B. Jordan em “Fruitvale Station: A Última Parada” (2013), premiado em Cannes, Sundance e no Spirit Awards, atualizando a história de perseverança e redenção de um azarão no provocativo mundo do boxe para o século 21 e uma nova plateia.

O “vira-lata” em questão é Adonis (Michael B. Jordan), filho bastardo de Apollo Creed, nascido após a morte do antigo campeão dos pesos-pesados na luta, mostrada em “Rocky IV”(1985), contra um implacável oponente soviético.

Um prólogo mostra que, depois de passar parte de sua infância em reformatórios por causa da morte de sua mãe, o garoto é adotado justamente pela abastada viúva do boxeador.

Mary Anne Creed (Phylicia Rashad) não lhe deixou faltar nada, a não ser a realização do inato desejo do rapaz de seguir o caminho trilhado pelo pai que não conhecera, por medo de ele ter o mesmo trágico destino.

Porém, Adonis “Hollywood” Johnson deixa um ótimo emprego num escritório e sua boa vida em Los Angeles para ir à Filadélfia – cidade novamente retratada com carinho e novos detalhes –e perseguir seu sonho de se tornar um lutador, o que inclui insistir e muito para que Rocky, velho amigo de Apollo e agora apenas dono de um restaurante italiano, o treine.

É visível no roteiro desenvolvido por Coogler e pelo estreante Aaron Covington a estrutura da história original, fazendo homenagens com citações e elementos de todos os capítulos da franquia. Além da famosa escadaria do Museu de Arte da Filadélfia, com seus 72 degraus presentes desde o primeiro filme, há as galinhas do segundo, a estátua “inaugurada” no terceiro, a morte do quarto como gatilho da recente trama, Balboa como treinador de um pupilo no malfadado quinto e o ristoranti Adrian’s do sexto, por exemplo.   Continuação...

 
Sylvester Stallone em lançamento de "Creed" em Londres 2/1/2016 REUTERS/Eddie Keogh