George Clooney diz que crise de refugiados é grave e que EUA não irão banir muçulmanos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016 15:33 BRST
 

Por Sarah Mills

BERLIM (Reuters) - O ator norte-americano George Clooney disse nesta sexta-feira que a crise de refugiados é maior do que mostram as manchetes sobre o êxodo da Síria e do Iraque, e que acredita que seus compatriotas "farão a coisa certa" rejeitando o pré-candidato presidencial republicano Donald Trump e os clamores para impedir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

Clooney falou à Reuters no mesmo dia em que ele e sua esposa, a advogada de direitos humanos Amal Alamuddin Clooney, se encontraram com a chanceler alemã, Angela Merkel, a portas fechadas na chancelaria para debater a crise de refugiados.

    O casal Clooney está na capital da Alemanha para a pré-estreia internacional de "Ave, César!", filme dos irmãos Coen estrelado por ele e que inaugurou o Festival Internacional de Cinema de Berlim na quinta-feira.

    "Para mim, a crise de refugiados não é só os refugiados sírios", afirmou Clooney à Reuters. "Vocês sabem que ainda há pessoas deslocadas internamente e refugiados no Sudão do Sul, em Darfur, que ainda há milhões de pessoas e que elas continuam morrendo."

    "Então na verdade está em todo o mundo – 60 milhões de deslocados neste momento no mundo – é um momento terrível, terrível quanto a isso", acrescentou.

    Clooney, que em uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira foi desafiado por entrevistadores, que o exortaram a usar sua proeminência pública para ajudar a pôr fim à crise, disse não ter medo de falar de temas polêmicos.

    "Posso falar de Darfur ou posso falar de outras coisas sem ter que me preocupar com as implicações políticas", afirmou.

 
Clooney concede entrevista em Berlim. 11/2/2016.      REUTERS/Stefanie Loos