Dúvida sobre futuro de desfiles não afeta estilistas na Semana de Moda de Nova York

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016 13:14 BRST
 

Por Elizabeth Barber

NOVA YORK (Reuters) - Diante dos questionamentos atuais sobre o futuro dos desfiles de moda, grandes estilistas aproveitaram a Semana de Moda de Nova York para acabar com qualquer dúvida sobre suas próprias grifes, fazendo declarações definitivas sobre as roupas e os estilos de vida que críticos e consumidores podem esperar deles.

Diane von Furstenberg, Tommy Hilfiger, Nicole Miller e outros designers se esforçaram para deixar sua marca durante o evento de uma semana que termina na quinta-feira, visando tanto os clientes e editores sentados diante das passarelas quanto os consumidores que ditam cada vez mais o que querem e quando o querem.

    Diane disse à Reuters que sua coleção de outono para 2016, revelada em sua sede no centro de Manhattan, foi essencial para "lembrar as pessoas a que esta grife diz respeito".

    Karlie Kloss, ao lado das também modelos Kendall Jenner e Jourdan Dunn, descreveu "a mulher DvF (Diane von Furstenberg )" como alguém que sabe quem é e quer ser.

    "Ela é esperta e trabalhadora, e simplesmente vive a vida", afirmou Karlie, usando um vestido dourado da nova coleção da estilista.

Uma auto-afirmação quase tão contundente quanto esta foi vista no desfile de Tommy Hilfiger, onde visuais norte-americanos clássicos com detalhes náuticos e toques da opulência da Era de Ouro (período pós-Guerra de Secessão e pós-Reconstrução, entre 1870 e 1890) foram exibidos em um cenário imitando um barco a vapor.

    A modelo Gigi Hadid –embaixadora da marca e uma verdadeira princesa norte-americana para seus fãs do Instagram e do Snapchat– deu várias voltas na passarela usando uma tiara minúscula.

    "As grifes estão revendo aquilo que irá identificá-las", afirmou Rickie De Sole, diretor de mercado de moda da revista W Magazine. "Todas estão explorando suas qualidades e levando isso adiante."

O desfile da cantora pop Rihanna para a Puma deixou bem claro quem o concebeu –os agasalhos robustos com capuz de estilo andrógino e os sapatos de salto alto lembrando tênis eram ideais para uma "boa menina que virou má", como afirma o título do terceiro álbum de estúdio da estrela. A modelo Taylor Hill disse que a coleção tem "a cara da Rihanna".